Pessoal,
Hoje eu gostaria de compartilhar uma notícia sobre e-learning veiculada no renomado Financial Times. A notícia, que pode ser vista na íntegra (em inglês), fala sobre um levantamento da área de Business Education (Educação Corporativa) do periódico a respeito das empresas que estão trabalhando online suas práticas de capacitação.
Descobriu-se nesse levantamento com cerca de 700 gerências de nível médio algo, ao menos, surpreendente. As empresas não só preferem e-learning porque realmente é mais barato que treinar presencialmente, argumento esse muito popular, mas também porque os executivos afirmam que as vantagens em termo de conveniência e flexibilidade do treinamento são inquestionáveis.
Uma grande empresa britânica, por exemplo, colocou que, com certeza, o aumento no uso de e-learning na empresa está relacionado ao custo/benefício, mas que a flexibilidade e conveniência para se adaptar melhor ao padrão de trabalho do colaborador, somam-se consideravelmente ao argumento da questão financeira, tão comentada nos projetos de e-learning.
A pesquisa ainda mostra que 67% dos entrevistados disseram que iriam aumentar seus investimentos em e-learning nos próximos três anos, o que só corrobora com os diversos números do mercado que mostram crescimentos anuais de até 60%.
Aqui vale uma contextualização com o mercado brasileiro, pois todos nós podemos ver com os próprios olhos que muitas, mas muitas empresas mesmo, poderiam usar e-learning nos seus treinamentos, porém não colocam a ferramenta como alternativa por diversos fatores como: cultura organizacional, cultura de treinamento, conhecimento sobre e-learning, maturidade dos cases de sucesso nacionais etc.
Por outro lado, ainda pode-se verificar alguns depoimentos um tanto curiosos na reportagem. A Diretora de um consórcio de universidade mexicanas fala que e-learning já não é mais o assunto do momento e que estão passando por uma fase de amadurecimento e solidificação nos atuais níveis, principalmente pelo fato de que gestão avançada, liderança e outros temas mais complexos teriam apresentado dificuldades de adaptação ao modelo de aprendizagem em e-learning.
Já o Professor da Warwick Business School discorda, dizendo que tudo depende da forma de abordagem, até porque o estudo online é mais ameno e, portanto, muito mais agradável, adaptado ao ritmo do indíviduo e sua conveniência, mas reitera que temas com cunho comportamental realmente precisam de um modelo blended learning, com um momento presencial.
Enfim, o quê podemos concluir com essa matéria? Deixo a resposta aberta para vocês!!!


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