Volta e meia sentimos o anseio das empresas em implementar seu projeto de e-learning, porém, sempre procuramos lembrar que o projeto em si compreende muito mais etapas que somente o LMS e os cursos, sendo que uma das fases mais importantes é avaliação do projeto em si e o cuidado com as avaliações dos cursos propriamente ditos.

Lendo um post do colega do Colaborativo.org, lembrei-me de comentar mais profundamente essa questão. No artigo referido, ele comenta que um amigo próximo ministrou um treinamento numa empresa, sendo que na avaliação todos foram muito bem obrigado, porém, dias depois o gerente da empresa contatou-lhe criticando o seu treinamento pelo fato de que os colaboradores estavam tendo dificuldades na aplicação dos conceitos aprendidos.

Ratificando a idéia do autor do Colaborativo.org, digo que isso realmente foi um problema de contextualização do aprendizado e, ainda, um problema de avaliação, ou seja, o treinamento não foi contextualizado à realidade dos colaboradores e avaliação corroborou para explicar o fato, já que todos foram muito bem e não conseguiram aplicar os conceitos aprendidos.

É por isso que ainda temos muitos treinamentos pouco efetivos, à medida que, na maioria das vezes aplica-se somente avaliação de conhecimento e reação (satisfação), vide Kirkpatrick, e sequer buscam-se evidências a respeito de mudanças de comportamento (aplicação dos conceitos aprendidos na prática) e, muito menos, dos impactos nos resultados organizacionais.

Além disso, voltando ao exemplo do colega do Colaborativo.org, muitas vezes, a própria avaliação de conhecimentos é mal feita, incorrendo ao erro de generalizar-se como um “sucesso” o processo de treinamento.

Portanto, para que tenhamos projetos de treinamento efetivos, sejam estes presenciais ou online, precisamos começar a pensar na avaliação completa do treinamento, que já é comumente conhecida como um processo complexo, ainda mais quando se pensa em mudança de comportamento e nos resultados para a empresa.