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“Ensino a distância pode qualificar melhor do que o presencial”

“Ensino a distância pode qualificar melhor do que o presencial”

Divulgação

Para Holtz, presidente da associação dos estudantes de ensino a distância, “o EAD veio para ficar”

Aguirre Peixoto, do A Tarde On Line

No mês passado, o Conselho Federal de Biologia impediu profissionais formados em ensino a distância (EAD) de obter registro de biólogo, alegando que eles não haviam passado pela quantidade necessária de aulas práticas. O fato colocou em discussão a qualidade do EAD. Em entrevista ao repórter Aguirre Peixoto, do A TARDE, o presidente da Associação Brasileira de Estudantes de Ensino a Distância, Ricardo Holtz, criticou a falta de conhecimento em relação à metodologia. “Em alguns casos os cursos a distância preparam até melhor do que os presenciais”, afirmou na última sexta-feira, quando veio a Salvador visitar a FTC-EAD (Faculdade de Tecnologia e Ciências) e concedeu a entrevista a A TARDE.

A TARDE - Como os estudantes de cursos à distância podem ter um bom rendimento?

Ricardo Holtz - A aplicação no ensino a distância (EAD) depende de dedicação. Muita gente acredita que é uma forma mais fácil e mais rápida de se formar. Isso é uma idéia completamente equivocada que as pessoas de fora têm. Para o aluno ser um bom estudante precisa ser disciplinado, esta é a questão principal. Se ele for um aluno assim, poderá ser bem melhor que um estudante do ensino presencial. Mas precisa ter uma agenda com os horários de estudos bem definidos. 51% dos alunos de ensino a distância têm família e trabalham. Você imagina um pai de família que trabalha o dia todo, tem três ou quatro filhos, ele precisa de muita disciplina para se dedicar aos estudos.

AT - Recentemente o Conselho Federal de Biologia negou registro profissional de biólogos para os formados em ensino a distância, alegando a falta de aulas práticas. Os cursos à distância preparam os alunos tão bem quanto os cursos presenciais?

RH - Prepara bem e em muitos casos prepara até melhor. No exemplo do conselho, é um grande equívoco por causa de desconhecimento. A aluna que teve o registro profissional negado vem de uma instituição do Rio de Janeiro que eu visitei pessoalmente e pude comprovar que possui qualidade, com horas práticas de ensino também. A aluna solicitou o registro e foi negado e aí gerou toda essa polêmica. No Rio, há cursos presenciais com qualidade infinitamente inferior a esse a distância e o conselho ainda assim concede o registro a alunos destes cursos. No meu ponto de vista, falta informação aos membros do conselho, que não conhece a metodologia e acredita que é uma coisa sem qualidade.
O ensino a distância é uma forma positiva de democratizar o ensino superior com qualidade. Você só consegue incluir o estudante de baixa renda através do EAD. Como democratiza, está assustando pelo volume de alunos que formam. Recentemente também tem havido problemas na concessão de registros do Conselho Nacional de Serviço Social, que querem preservar a reserva de mercado para profissionais que já estão formados, mas vamos fazer de tudo para reverter as decisões e garantir que não haja outros casos do tipo.
Existem treze cursos de graduação que são passíveis de comparação entre ensino a distância e presencial. Em sete deles, o EAD obteve notas maiores no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), o que por si só já diz a qualidade do EAD. É óbvio que há muito para melhorar ainda, é uma metodologia recente no Brasil, mas tem qualidade e chegou para ficar.

AT - Que critérios devem ser levados em conta para a escolha de uma instituição de ensino a distância de qualidade?

RH – O primeiro passo é verificar se a instituição é credenciada junto ao MEC. Também o estudante deve fazer uma visita, tentar assistir uma aula, conhecer a metodologia ofertada pela instituição e manter um contato prévio antes de se matricular.

AT - Quais as principais vantagens e as desvantagens do ensino à distância?

RH - Acho que a principal vantagem é a flexibilidade. A maioria dos estudantes tem mais de 30 anos de idade, normalmente trabalham, têm família e não poderiam estar freqüentando a sala de aula de um curso presencial. Segundo, a inclusão. A faculdade a distância pode ir a qualquer lugar. As presenciais não têm como fazer isso, não vão a cidades pequenas. O custo também é importante, pois é mais barato e tem a mesma qualidade. A desvantagem principal, eu diria dificuldade, é a disciplina. Temos uma cultura de ensino presencial e o aluno não tem tanta disciplina, está acostumado a ser mais cobrado. A educação a distância exige muita disciplina por parte do estudante.

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jul 22

O limiar das novas tecnologias para o aprendizado

Há algum tempo atrás, comentei se um dia realmente teríamos o e-learning 2.0, 3.0. Realmente, hoje ainda parece um pouco distante. Sequer temos todas as pessoas do mundo com acesso a computador e à internet, entretanto, o ritmo de penetração nas classes de menor renda vem aumentando consideravelmente. Por outro lado, as outras faixas de renda já usufruem de muitas tecnologias que estão aí para potencializar nossos processos de aprendizagem. Basicamente, a internet banda larga permite o uso de ferramentas mais sofisticadas, como webconference, vídeos instrucionais e por aí vai….

Pois então, num futuro próximo, próximo mesmo, pois se formos ver, temos 14 anos de internet comercial no Brasil, portanto, não seria de se espantar se daqui uns 5 anos já tivermos amplo acesso a novas tecnologias que possibilitem maior interatividade e colaboração na internet, colocando oportunidades de aprendizagem mais ricas, possibilitando um e-learning bem mais aprimorado do que costumeiramente presenciamos nas organizações.

Mas sobre o que estou falando?

Vejam os vídeos abaixo do Microsoft Surface e tirem suas próprias conclusões:

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jul 17

O polêmico padrão SCORM

Hoje vou comentar a respeito de um dos assuntos mais delicados no mundo do e-learning. O polêmico padrão SCORM. Ele é o terror de qualquer fornecedor de conteúdo e-learning que pretenda colocá-lo na plataforma LMS alheia.

Mas o que é o SCORM?

SCORM quer dizer Sharable Content Object Reference Model (SCORM), uma coleção de padrões e especificações para e-learning baseado na web. A norma SCORM define comunicações entre o conteúdo do lado do cliente e um host/servidor chamado de ambiente de execução (comumente uma função de um LMS (Learning Management System - Sistema de Gerenciamento de Aprendizado). SCORM também se define como o conteúdo que pode ser compactado em um arquivo de transferência (ZIP).

O SCORM foi iniciativa da Secretaria de Defesa dos Estados Unidos, que foi uma das primeiras organizações a utilizar e-learning no formato clássico que conhecemos em ambiente internet. Tal iniciativa objetivava padronizar a disseminação de conteúdo e-learning, a fim de que os conteúdos se comunicassem perfeitamente em qualquer plataforma e-learning (LMS), mantendo registros de aprendizagem (tracking), disposição dos objetos de aprendizagem, entre outros.

Para tanto, criou-se a Advanced Distributed Learning (ADL), que é a entidade responsável pelas atualizações do padrão.

Abaixo, um resumo mais detalhado dos objetivos do SCORM:

  • Padronizar o modo como os conteúdos se relacionam com os sistemas que os suportam (sejam eles plataformas de e-learning ou repositórios de conteúdos);
  • Reutilizar os objetos de aprendizagem, permitindo ao autor do conteúdo utilizá-lo em contextos diferentes. Isto é, o mesmo conteúdo pode ser incorporado em vários contextos e ter várias utilizações (em diferentes disciplinas/módulos);
  • Flexibilizar a aprendizagem uma vez que podem ser construídos vários percursos de aprendizagem e estes disponibilizados a diferentes alunos;
  • Portabilidade/migração: ao permitir que os SCO’s (Sharable Content Objetcs ou os Objetos de Aprendizagem Compartilháveis) sejam independentes da plataforma de e-learning ou do repositório utilizados, os objetos de aprendizagem podem assim ser transportados entre ambientes de e-learning, os mais diversos possíveis.

Entretanto, por que os mais variados fornecedores de e-learning têm problemas ao compartilhar pacotes de conteúdo em SCORM ou mesmo para fazer suas plataformas LMS assimilarem adequadamente conteúdos SCORM de outros fornecedores?

A pergunta é polêmica, cheia de incertezas e com poucas respostas. Entretanto, nossa experiência no mercado de e-learning mostra que a versão do SCORM mais utilizada (1.2) parece muito complexa, possibilitando uma infinidade de parâmetros diferentes. Outro fato é a instabilidade de algumas plataformas e até mesmo do próprio padrão SCORM. Ok, muitas dúvidas, mas onde estão os caminhos para a solução desse problema?

Nós da GSI Online acreditamos que uma possível solução estaria na união dos profissionais, fornecedores e clientes (usuários) de e-learning em torno da criação de eventos, fóruns de discussão específicos para discussão do tema. Só assim, com os principais atores do mercado brasileiro de e-learning reunidos, daríamos o primeiro passo para um padrão SCORM confiável e que trouxesse mais vantagens e menos dor de cabeça para todos.

Alguns links para maiores informações sobre o padrão SCORM:

http://www.cinted.ufrgs.br/files/tutoriais/scorm/scorm.htm

http://imasters.uol.com.br/artigo/8924/elearning/o_que_e_o_scorm/

http://imasters.uol.com.br/artigo/9150/elearning/o_que_e_scorm_parte_02/

As páginas abaixo estão todas em língua inglesa:

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jul 9

Tecnologia, Educação e Cultura

Pessoal,

Antes da continuidade do relato dos cases do e-Learning Brasil 2008, coloco o ponto de vista de uma outra pessoa, com ponderações interessantes…

Vejam abaixo a impressão de Jacqueline Sobral:

Resolvi destacar para vocês duas questões que foram discutidas no e-Learning Brasil, congresso no qual estive presente na semana passada, em São Paulo:

O celular será ou não utilizado para a educação a distância em breve (o chamado “mobile learning“)?

O guru Elliot Masie, consultor e pesquisador em tecnologias emergentes e aprendizado corporativo, acredita que sim, pois, segundo ele, os cursos estão cada vez menores em termos de conteúdo - ensinar algo não significa despejar todas as informações em cima do aluno, é preciso apresentar o contexto e deixar que ele procure por conta própria os temas nos quais deseja se aprofundar.
Seguindo a linha contrária, Marc Rosenberg, consultor de empresas em e-learning, afirma que o celular não conseguirá substituir o computador, justamente por ter um formato bem menor. Para ele, o aparelho será utilizado para fornecer “pílulas” de informações importantes. “Acredito que num futuro próximo, poderemos nos cadastrar em um site para receber por celular avisos de que revistas e livros das áreas de nossos interesses acabaram de ser publicados. Isso sim eu consigo visualizar”, ressaltou.
Que mudanças a tecnologia e a cultura vêm sofrendo?

“A tecnologia é um meio, não um fim. Estamos vivendo uma transição cultural e precisamos constantemente pensar em como compartilhar e transferir conhecimento individual através da conectividade. A verdadeira democracia é a democracia do conhecimento”, afirmou Stavros Xanthopoylos, diretor executivo do FGV Online. De acordo com o professor, o indivíduo de hoje quer customização, flexibilidade e liberdade. “Outro dia, eu estava assistindo a um programa no Discovery Channel que ressaltava como o cavalo foi importante para o ser humano dominar o espaço e o tempo. Atualmente, esse papel é da tecnologia. Seu objetivo é integração, flexibilidade, disponibilidade e conectividade.”

Felipe Westin, diretor da área de Performance Organizacional da Right Management Consulting, lembrou que em 1900 havia apenas um telefone para cada grupo de 170 pessoas no mundo, ao passo que a partir de 2000 o número total de e-mails trocados diariamente chega a 171 bilhões. “As mudanças tecnológicas e as mudanças culturais caminham juntas. Na década de 1900, os talentos profissionais eram preparados para as necessidades locais, enquanto hoje eles são preparados para necessidades locais e globais.” Para Westin, já estamos deixando a era do conhecimento para entrarmos na era da inteligência. “Um dos riscos que corremos com a tecnologia é a de querermos nos entupir de conhecimento, mas isso não significa que estamos pensando e aplicando o que passamos a conhecer.”

Vocês teriam respostas diferentes para essas questões

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jul 5

Além do e-Learning - web 2.0 e colaboração

Pessoal,

Antes de relatar os cases restantes que assisti no e-Learning Brasil, gostaria de dividir o post abaixo com vocês, publicado no People Based, do Diego Monteiro da Via6. Acredito que tem tudo a ver com o que o Marc Rosenberg falou a respeito do futuro do e-learning, que, segundo ele, é ir além do e-learning, ou seja, construindo um arquitetura de aprendizado que forneça aprendizado de múltiplas fontes, dando suporte ao desempenho dos colaboradores, melhorando a efetividade das ações voltadas à educação corporativa. É o mundo do blogs, provendo conhecimento diferenciado para vários nichos e segmentos de mercado.

Tenho estudado muito ultimamente sobre o uso de blogs pelas empresas. Sempre fico impressionado como perdemos enormes oportunidades de usar ferramentas de Web 2.0… como Wikis, blogs, comunicadores no estilo do Twitter, redes sociais como o Ning que poderiam dar um salto quântico no dia-dia do trabalho.

Quando vejo essa história dos blogs entrando no mundo corporativo, me lembro de um livro que li há mais de 5 anos sobre os maiores executivos (CEOs) das maiores empresas do mundo e o segredo de seu sucesso. Todos foram unânimes em afirmar que a comunicação era o principal elemento de uma organização bem-sucedida. Na época falava-se em TV corporativa. Mas imagino que hoje não teria como não pensar em blogs e ferramentas de midia social. Nada dá mais engajamento que um Orkut, Youtube ou os blogs.. muito mais baratos que uma tv corporativa e com certeza dão muito mais resultados!

Imaginem uma fusão entre duas empresas e todos funcionários dessas companhias trocando informação com a direção sobre como será daqui pra frente… ou então, um blog sobre os produtos da empresa e o pessoal do Marketing e da área Técnica mostrando seus lados complementares, enquanto o RH, Administrativo e etc ficam sabendo mais sobre o que a empresa faz.

O blog corporativo no início, era uma grande ferramenta de publicação na Internet… uma ferramenta de Relações Públicas unidirecional (o que não é nem um pouco empolgante), a grande diferença é que com o amadurecimento dessa prática tem se tornado um meio de colaboração de duas vias. O que é altamente revolucionário como aparece nos cases abaixo.

HSBC: Comunicação Interna sem Limites

O HSBC criou um blog do presidente, que é acessível apenas para os funcionários do banco. Em pouco tempo houve excelentes resultados com 40 mil acessos ao blog e mais de 1,2 mil comentários. Além disso, Emilson Alonso, presidente do HSBC relatou em matéria do caderno Link do Estadão o seguinte comentário: “Obviamente vou aprendendo sobre a organização, os processos, o modo como as coisas funcionam, a percepção das pessoas. E isso acaba alimentando as políticas que a gente faz…” e “…as pessoas queriam conversar comigo e parecia que eu era arrogante.”

Banco Real: Web 2.0 com Tudo

Outro banco que lançou um blog no ar foi o Banco Real, o qual inclusive criou uma ferramenta de colaboração além do blog, em que os usuários da Internet podem colaborar e escrever a história do Banco Real e seus produtos.

Tecnisa: O maior Case de Blog Corporativo no Brasil

O Blog da Tecnisa é um dos grandes pioneiros em Blog Corporativo no Brasil. Existe há 2 anos e é levado a sério sempre trazendo melhorias. Chama a atenção que nele os comentários não são moderados (pré-aprovados).

Graffias: A Inovação nas Pequenas e Médias Empresas

Já para pequenas e médias empresas os blosgs também são uma grande oportunidade. Pois, se por um lado não há milhares de colaboradores para se comunicarem, o Blog pode se tornar uma ferramenta de marketing incrível para se comunicar diretamente com o público-alvo da empresa, além de manter o relacionamento com seus clientes! É a “Newsletter da empresa do século XXI”. Um ótimo exemplo disso é o blog da Graffias, um escritório que faz projetos de arquitetura para comércio e exposição.

Visto que seus clientes são comerciantes em sua maioria é sempre postado nesse blog dicas como Dicas de como Tratar o Cliente, Como montar uma loja de presentes para o Dia dos Namorados, além do portfólio de projetos já feitos… todos de encher os olhos em slideshow.

OBS: Para conhecer mais cases de blogs entre no Wiki do livro Blog Corporativo

Popularidade: 61% Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor - GSI Online.
jun 27

e-Learning Brasil 2008 - Case Claro

Pessoal,

Começando com a descrição dos cases que assisti no e-Learning Brasil 2008, vou descrever os principais pontos expostos pela Letícia Serrão Chaves a respeito do Case da Claro.

E qual a primeira impressão que tive do Case?

Um Case consistente, principalmente pelas demandas do mercado telecom, que exige agilidade ao extremo, muito pela necessidade de treinar toda a força de vendas em tempo do lançamento de promoções. Assim, Letícia comentou, por exemplo, que eles desenvolvem um conteúdo em e-learning para ser lançado em 48h.

Outro fato que mostra a consistência do Case da Claro é que eles têm uma abrangência geográfica muito grande. Até então, só não operavam na Região Norte do Brasil, o que agora começa a ser realidade. A partir de agora, a Claro será uma empresa que terá atuação em todo o Brasil (mais de 40.000 colaboradores), um país de dimensões continentais, com diferentes perfis de colaboradores, dentre vários elementos que devem ser considerados para a implantação de projetos de e-learning. Portanto, todos esses fatores por si só já lançavam um desafio tremendo à equipe da Claro que conduziu o processo de implantação do e-learning na empresa.

E, na visão de Letícia, qual os principais pontos do sucesso do e-learning na Claro:

Em termos de conteúdo, ela diz que o conteúdo precisa ser relevante, ou seja, precisa de segmentação em termos dos diferentes públicos da empresa, necessita de aplicação prática, assim, o colaborador precisa ter efetividade na aplicação na realidade da empresa em em seu cotidiano e, por fim, jamais esquecer do alinhamento estratégico do e-learning com o negócio da empresa.

Em termos de formato, ela comenta que é preciso pensar em navegabilidade, na adequação da linguagem ao público-alvo, além de usar pouco texto, muita simulação, exemplos, cases, metáforas e games.

Enfim, uma empresa sólida com um projeto bem trabalho, com certeza maduro e que conta com 247 cursos online já publicados.Apresentação do Case da Claro - Letcia Serrão Chaves

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jun 27

e-Learning Brasil 2008 - Segundo dia

Dando continuidade à cobertura do e-Learning Brasil 2008, posso dizer que o momento alto do segundo dia foram os cases. Posso, de antemão, dizer que as empresas brasileiras estão, em geral, com cases muito bem implantados e com resultados interessantíssimos.

Já o ponto baixo diz respeito a um certo desvio de foco. Todos sabemos que e-learning traz à tona vários outros temas relevantes como liderença, gestão de talentos, entre outros. Porém, o e-learning no Brasil ainda tem muitas, mas muitas questões a serem discutidas com o objetivo de primeiramente, disseminar melhor o uso das tecnologias e ferramentas de educação a distância nas empresas fora do eixo Rio-SP e, segundo, refinar os projetos existentes, principalmente em termos de métricas e do uso de blended learning (no sentido mais amplo, com uso de portais de gestão do conhecimento, blogs, wikis, podcasts, videocasts, redes sociais).

No entanto, fazendo um balanço, pode-se dizer que encontramos um mercado com um cenário em processo firme de início de maturação. Resta-nos trabalhar para levantar a bandeira país afora, e a GSI Online, com o evento e-Learning SUL, faz sua parte em termos de contribuir para a disseminação e consolidação do e-learning no Brasil.Francisco Soeltl - CEO do e-Learning Brasil e da MicroPower

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jun 26

e-Learning Brasil 2008 - Primeiras impressões

Pessoal,

Acompanhei, hoje, dia 25/06, o primeiro dia do e-Learning Brasil 2008 e minha avaliação até agora é positiva.

Mas e quais as impressões em geral?

Ao meu ver, é um momento único no mercado brasileiro para conhecermos as empresas que estão investindo em e-learning, podendo compartilhar experiências de sucesso e insucesso. Realmente, muitas empresas com um excelente nível de maturidade em seus projetos, além de várias empresas ansiosas para começarem seus projetos. Enfim, isso mostra o início do processo de maturação do mercado brasileiro de e-learning.

E a programação?

O momento alto de hoje foi, sem dúvidas, capitaneado pelo trio internacional do evento, Elliot Masie, Marc Rosenberg e Eric Shepard, todos do primeiro escalão do e-learning mundial, sempre visionários e com um raciocínio extremamente inteligente da situação do e-learning no mundo e suas perspectivas.

Falaram sobre coisas óbvias mas nem sempre atendidas como atentar para as diferenças culturais, trabalhar endomarketing, entre outros.

Mas a grande contribuição deles veio com o que virá pela frente. Redes Sociais integradas aos ambientes de aprendizagem, wikis, podcast, videocast, tudo integrado e trabalhado de forma colaborativa, criando um verdadeiro ambiente de suporte ao desempenho.

Enfim, recém estamos começando a vislumbrar os potenciais da tecnologia para o aprendizado.Videoconferência com Elliot Masie

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jun 24

“O modelo híbrido é o futuro” - Entrevista sobre Educação com Paulo Bilkstein

‘Para criar uma geração de cientistas, temos de ensinar ciência do século 21′

O paulistano disputado por conceituadas instituições dos EUA fala ao ‘Estado’ sobre o uso da tecnologia na educação

Renata Cafardo - O Estado de São Paulo

Aos 35 anos, o paulistano Paulo Blikstein precisa escolher em qual das conceituadas universidades americanas vai querer trabalhar. Stanford, Berkeley, Carnegie Mellon e Universidade de Nova York começaram há dois meses uma disputa para ter o engenheiro brasileiro como professor. E isso, no mundo acadêmico dos Estados Unidos, quer dizer ofertas e mais ofertas para conquistar o indeciso.

Fora o salário que chega a US$ 10 mil por mês, uma das instituições garante US$ 200 mil para começar seu projeto de pesquisa, outra oferece cobrir despesas com mudança e moradia e todas fazem uma espécie de leilão de metro quadrado do laboratório em que Blikstein poderá trabalhar. Além das quatro, Harvard lhe ofereceu uma bolsa de pós-doutorado, que inclui dar aulas para a instituição.

Formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Blikstein passou a se interessar por educação e pesquisar sobre como a tecnologia poderia trabalhar a favor do ensino de qualidade. Sua devoção pelo educador Paulo Freire fez com que passasse a defender que a tecnologia fosse usada de maneira relevante para a vida dos estudantes. “Em muitas escolas, usar a tecnologia se resume a buscar dados para um trabalho. Mas é preciso aproveitar toda a motivação incrível que as crianças têm para criar, para mexer com tecnologia”, diz. Para isso, ele desenvolveu uma placa de robótica, com software livre, que pode ser usada em escolas no mundo todo para fazerem experiências de eletrônica e computação.

Blikstein fez mestrado e trabalhou em um grupo sobre aprendizagem no Massachusetts Institute of Technology (MIT), que fez com que testasse boa parte de seus projetos em escolas públicas brasileiras e de outros países em desenvolvimento. Agora, se dedica à criação de modelo computacional que pode prever como as crianças aprendem. “A idéia é que no futuro ele seja parte do treinamento de professores. Do mesmo jeito que um economista, antes de implementar mudanças na economia do país, simula o que pode acontecer.”

O brasileiro tem ainda dez dias para decidir seu futuro. Atualmente, ele vive em Chicago, onde termina seu doutorado na Universidade Northwestern.

Como acabou sendo tão disputado pelas universidades?

A avaliação das universidades é muito objetiva, eles vêem o número de publicações, e eu tenho muitas nesses oito anos que estou nos EUA. Há muitos modismos em pesquisas e eles não gostam do que é a nova moda. Eu fui sempre teimoso, dediquei-me a poucas idéias e persisti com elas, isso foi bom na minha avaliação. Como eu sou brasileiro, estudei na escola da filha do Paulo Freire, convivi intensamente com as idéias dela, isso deu um caráter original para o trabalho com tecnologia. Mas o processo é difícil, as universidades concorrem muito entre si e sabem as propostas umas das outras. Me ofereceram laboratório de 75 metros quadrados e colocam isso no contrato. Se tivesse só uma seria bem mais fácil.

Como você alia Paulo Freire e tecnologia?

É engraçado porque Paulo Freire é mais famoso nos EUA do que no Brasil. Lá tem Pelé, Ronaldo, Gisele Bündchen e Paulo Freire. O que ele falou, entre outras coisas, é que a educação tem de ser relevante para a vida do aluno e tem de ser adaptada ao contexto em que ele vive. Quando ele começou, foi numa vila de pescadores, que tinha aulas de alfabetização convencional em que tentavam ensinar a ler e escrever com palavras como ‘carros’, ‘prédio’. Ele começou a ensinar ‘peixe’, ‘rede’, ‘mar’ e deu certo. Muitas coisas que se faz de tecnologia são para adestrar os alunos dentro do laboratório de informática, se faz um joguinho de matemática, em que se acerta a conta e ganha cinco minutos de tiro ao alvo. Em muitas escolas, usar a tecnologia se resume a buscar dados para um trabalho. Mas é preciso aproveitar toda a motivação incrível que as crianças têm para criar, para mexer com tecnologia. O trabalho que eu faço é usar a tecnologia para construir projetos relevantes para a vida delas. Aquilo que a gente chama de aprender fazendo. Faz um robô, cria um programa, cria um produto, vê que não funciona direito, faz de novo.

E assim a criança produz conhecimento usando tecnologia.

Muita gente acha que produzir conhecimento é escrever um trabalho, mas pode ser criar um robô, um programa para coleta de lixo no seu bairro. Nem todo conhecimento demanda papel. Nem tudo que você faz na escola precisa estar no papel. O que tenho trabalhado em escolas do Brasil é propor para crianças a produção de projetos para resolver problemas da comunidade. Não é importante só criar o robô e sim o trabalho exaustivo durante o processo de criação desses produtos e as conexões que podem ser feitas com o que a criança aprende na escola. Não adianta fazer um projeto de robótica e não conseguir entender como aquilo se conecta com a aula. Fazer é algo muito natural para a criança. Mas é preciso refletir sobre o que está fazendo.

Como?

Essa é a questão fundamental. Em vez de criar um robô, pode-se criar um laboratório de ciências para os experimentos. Mas não um laboratório para você pingar coisas num tubo de ensaio. É preciso criar algo complexo, usando sensores, computadores. Isso une o melhor dos dois mundos, tem o rigor investigativo da ciência e usa a tecnologia. Na verdade, é o que os cientistas fazem hoje em dia. Muita gente fala que devemos formar cientistas para o desenvolvimento do Brasil. Mas o laboratório moderno de pesquisa não tem aquele cara de branco fazendo fumaça, pingando ácido em um tubo de ensaio. É tudo informatizado, com modelos matemáticos. Se a gente realmente quer criar uma geração de cientistas para contribuir para o avanço tecnológico do Brasil, a gente tem de ensinar a ciência do século 21 e não a do século 19.

Mas dá para fazer isso com baixo custo, em escolas públicas?

Tem várias formas de fazer isso muito barato. Quando a gente começou a trabalhar com robótica, usava um kit que custava R$ 1 mil, ninguém queria brincar porque tinha medo de quebrar. Resolvemos criar uma placa barata, de código aberto, qualquer um pode baixar da internet e comprar componentes simples. É algo que você liga de um lado no computador e de outro em motores e sensores. Pode programar esses motores e sensores para fazer o que quiser.

Há pesquisadores que acreditam que o Orkut, o MSN e outras tecnologias atuais emburrecem. Como vê esse tipo de posicionamento?

Se as crianças ficarem à própria sorte com computadores, isso pode acontecer mesmo. A comunicação é da natureza humana. Se você deixar a criança sem nada além disso para fazer, ela pode passar horas e horas nisso. O problema é muito mais o que a gente deixa de colocar no computador das crianças e a dinâmica do uso dos computadores nas casas do que uma crise dos tempos modernos. É preciso colocar o computador na sala e não no quarto da criança, em um lugar privado. Você, ao mesmo tempo, sabe o que está acontecendo e cria um espaço comum para o computador. Além disso, do mesmo jeito que os pais vão para o futebol prestigiar os filhos, tem de fazer o mesmo virtualmente. Se o seu filho conseguiu terminar um jogo, valorize. As famílias também têm de ter projetos juntas no computador, como álbuns de foto, site com entrevistas dos avós, vídeos, fotos. É uma chance de resgatar no seu filho o gosto de criar e de aprender com a tecnologia.

Qual a sua opinião sobre educação a distância?

Há dez anos, quando começou a crescer o e-learning, havia uma idéia de que era uma coisa milagrosa e ia se fazer educação de qualidade, a baixo custo, superar distâncias enormes. Mas percebeu-se que educação consome tempo, precisa de recursos humanos. Educação não é acessar materiais educativos. Você tem de estar em contato com alguém que saiba mais do que você para aprender alguma coisa. O contato pode até ser virtual, mas para poder consumir os produtos de educação a distância é preciso ter o mínimo de formação. Ela só funciona para alguns tipos de conteúdo. Algumas escolas têm formas híbridas, com aulas presenciais e a distância, e acho que esse é o futuro. Nos EUA, muitas transmitem as aulas para os dormitórios dos alunos pela TV. Tem aluno que nem vai à aula, mas ele tem colegas presenciais e, se há dúvida, fala com o professor. Cada pessoa tem um estilo de aprender. O bom da educação a distância é que ela obriga os sistemas tradicionais a se adaptarem ao que as pessoas precisam. Essa diferença entre distância e presencial vai ficar cada vez mais tênue. Mas educação precisa de gente ensinando gente.

Como funciona seu modelo computacional para aprendizagem?

Na educação, as pessoas têm teorias diferentes sobre como as crianças aprendem. Então, você coloca sua idéia de como o aprendizado acontece em um modelo de computador. Isso pode ajudar a entender, por exemplo, se é melhor decorar a matéria ou ensinar com mais tempo. O que se cria é uma rede de conceitos de duas condições, uma delas transmitindo muito rapidamente e em mais quantidade e outra, em menor quantidade e com mais tempo para conexões. Em um sistema de ensino tradicional, o aluno só recebe informações e a rede não tem muito tempo para se organizar, então podem ter conexões erradas, mas haverá mais volume de informação. Em outra condição, com mais tempo, talvez a criança tenha menos informação, mas entenda melhor o contexto.

Você já usou esses modelos em sala de aula?

Estamos no estágio de recolher dados em sala de aula para os modelos. A idéia é que, no futuro, daqui cinco, dez anos, eles sejam parte dos treinamento de professores. Ele pensa se vai criar grupos grandes, pequenos, misturar alunos que sabem pouco com aqueles que sabem muito. Coloca os dados e o modelo fala quais as estratégias melhores. Do mesmo jeito que um economista, antes de implementar mudanças na economia do país ou comprar ações, vê o que vai acontecer. O professor também vai ter ferramentas para que possa simular o que vai acontecer na sala de aula. Não para substituir, mas para complementar o arcabouço de teorias.

Você já declarou que o avanço da tecnologia caminha com a evolução humana. O que quer dizer com isso?

Marshall McLuhan, um dos mais importantes teóricos da comunicação do século 20, diz que nós criamos tecnologias, e as tecnologias nos recriam. Pense em como a vida desmorona em apenas algumas horas quando falta energia elétrica. Descobrimos a eletricidade e ela nos recria como seres humanos, inventamos a internet e imediatamente ela reinventa a vida humana. Nós temos que pensar a escola como um organismo vivo e a tecnologia como um dos elementos dentro desse organismo, como o sangue correndo nas artérias. As escolas onde se faz o melhor uso de tecnologia não têm laboratório de informática isolado, a tecnologia está em toda parte.

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jun 20

e-Learning 2.0 e 3.0 existe? Existirá???

Pessoal,

Será que a colaboração total existe hoje em dia nos projetos de e-learning de nossas empresas? Melhor, será que já temos cursos rodando nos LMSs país afora que estimulam a colaboração? Eu, particularmente, conheço poucos projetos que se utilizam da Wikipedia, Digg, Twitter, Redes Sociais, etc…Não que estes sempre serão benéficos para um curso no contexto corporativo, mas o bom uso, direcionado, pode ser sim, muito interessante.

Assim, será que esses termos, Web 2.0, 3.0 fazem ou farão parte um dia da realidade dos projetos de e-learning nas empresas?

Para pensarmos a respeito, aproveito para compartilhar um vídeo, bastante revolucionário e anárquico por sinal, porém serve como reflexão do futuro.

Afinal, que vocês acham disso tudo?

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