Conteúdo, conteúdo e conteúdo: Assim, Elliot Masie define o segundo anseio para nossos LMSs. Masie diz que quando os primeiros sistemas LMS foram lançados, eles eram como aquelas máquinas de latinhas de refrigerantes automáticas, ou seja, o objetivo era entregar e rastrear as atividades de e-learning, principalmente contratadas 100% de fornecedores terceirizados.
Na época, nem se conhecia a palavra e-learning propriamente dita, e sim CBT (Computer Based Training) ou Treinamento Baseado em Computador. Com o crescimento do desenvolvimento de conteúdo interno às empresas, muitas empresas começaram a investir em plataformas LCMS, com ambiente de desenvolvimento de conteúdo próprio, claro que com certas limitações.
Assim, Masie diz que estamos no caminho de tirar o foco de desenvolvimento de conteúdo da empresa e dos fornecedores e migrarmos para o conteúdo desenvolvido pelos próprios usuários. Para tanto, precisaríamos ter LCMSs bem mais robustos, se quiséssemos ter conteúdos com uso de objetos de aprendizagem com bom grau de ludicidade.
Logo, vale aqui uma ressalva com base em nosso conhecimento do mercado brasileiro de e-learning: ainda estamos muito longe dessa realidade, pois se formos analisar os conteúdos usados nas corporações americanas e européias, principalmente, estes são focados em baixa ludicidade e em alta quantidade de treinamentos, principalmente ligados a normas regulamentares, ou mais conhecidos como compliance trainings. A questão que gostaríamos de levantar a partir disso é: nas empresas brasileiras, até onde está se produzindo conteúdo internamente? Até onde vale a pena em termos de uma relação investimento/retorno? Será que é válido diminuir a ludicidade dos conteúdos e priorizar quantidade?
Na Europa e EUA, por exemplo, como comentado acima, já se fala em conteúdo produzido inteiramente pelos colaboradores, dentro dos preceitos de construção coletiva do conhecimento através de Podcasts, Wikis, FAQs, etc. É a experiência de quem já utiliza e-learning há muito tempo versus a breve experiência de quem ainda está começando, mas com muito sucesso. O que vale aqui é a discussão em torno do que é melhor para a realidade das organizações brasileiras. Está lançado o espaço para discutirmos e acharmos os caminhos conjuntamente.


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