Quando nos perguntamos quais são os fatores críticos de sucesso para qualquer iniciativa em nossas vidas, devemos lembrar que, por mais próximo que venhamos a chegar desses fatores, sempre teremos um viés, poderemos estar generalizando questões acerca de uma população (estatisticamente falando) sem os devidos cuidados, poderemos estar analisando uma determinada situação com especificidades de difícil replicação ou mesmo estarmos projetando uma situação “ideal”, de difícil tangibilização.
No dia 11 de abril, em Porto Alegre, pode-se presenciar uma iniciativa pioneira e que pode gerar efeitos a médio e longo prazo no desenvolvimento do mercado de e-learning. Ocorria então o 1º e-Learning SUL, primeiro evento corporativo voltado à discussão do uso de ferramentas de treinamento via internet na região Sul.
Quando a GSI Online decidiu promover e levar em frente a idéia de estruturar um evento com esse propósito, questionou-se os principais objetivos, que, resumindo-se seriam: chamar a atenção para as vantagens e benefícios que o uso desta ferramenta traz, assim como, destruir alguns mitos sobre o e-learning; demonstrar suas vantagens e limitações, mostrando como ele deve ser aplicado e comprovar seus resultados.
Mas e por que um evento focado somente na região Sul? Pelo fato de que o mercado recém despertou para o uso da ferramenta e-learning, estando ainda muito atrasada em relação a região Sudeste, por exemplo.
E foi assim que nasceu a idéia que concretizou-se no final da semana passada, com sucesso de público para uma primeira edição (cerca de 100 executivos de T&D e TI) e um consenso de que todos esperam que o evento se perpetue, se renove e expanda seus horizontes.
O sonho de várias empresas há um tempo atrás era estruturar um Programa Trainee, tudo porque o mesmo teria um impacto enorme na atração e retenção de talentos e, conseqüentemente, reduziria o índice de rotatividade, o que sempre contribui para uma melhor gestão do conhecimento.
Pois bem, semana passada, a GSI Online “bateu o martelo” de um projeto com uma empresa gaúcha que pretende inovar nesse processo. Além de estar formatando o seu Programa Trainee que ambiciona abastecer a empresa de talentos no mesmo ritmo forte de crescimento que tem a empresa, a idéia é usar o LMS (Learning Management System) para integrar o processo de seleção dos trainees com todos os treinamentos necessários para a formação dos novos colaboradores, formando ao final de tudo uma Universidade Corporativa.
Há alguns posts atrás, eu falei sobre avaliação em e-learning e sua importância para o sucesso do projeto. Mas enfim, isso não é nada mais, nada menos que qualquer preocupação que deveríamos ter em qualquer processo de treinamento, seja presencial ou online, assim, ainda temos muitos treinamentos ainda presenciais que sequer utilizam uma avaliação básica de conhecimentos, quem dirá de reação, comportamento e resultados.
Mas por que estou lançando novamente esse assunto. Pois recentemente os pesquisadores da área estão falando no nível 9 de avaliação de um treinamento, fundamentado em Kirkpatrick. Tudo bem, são estudo avançadíssimos no que tange a mapeamento das áreas do cérebro relacionadas a retenção de novas informações, etc.
Lendo a crítica internacional sobre e-learning, principalmente Elliot Masie e suas iniciativas em questionar os atuais LMSs existentes no mercado frente aos desafios de aprendizagem colocados pelas empresas em todo o mundo.
E ele lista alguns dos questionamentos acerca dos LMSs:
Lendo um artigo (em inglês) do Rapid e-Learning Blog, de Tom Kuhlmann, sobre a importância da questão visual nos cursos online, resolvi compartilhar com vocês minha opinião sobre esse tema.
Muito ouve-se a partir dos críticos do e-learning de que os recursos visuais e animados dos cursos online seria apenas “firula” e que isso somente acrescenta tempo e custo ao processo de desenvolvimento de um curso, sem realmente impactar no aprendizado.
Todos nós sabemos que se há uma falha de Desenho Instrucional que remete ao uso desnecessário de alguma ilustração ou animação, isso somente irá acrescentar tempo e custo ao desenvolvimento, ratificando o parecer dos críticos. E realmente isso acontece.
Volta e meia sentimos o anseio das empresas em implementar seu projeto de e-learning, porém, sempre procuramos lembrar que o projeto em si compreende muito mais etapas que somente o LMS e os cursos, sendo que uma das fases mais importantes é avaliação do projeto em si e o cuidado com as avaliações dos cursos propriamente ditos.
Lendo um post do colega do Colaborativo.org, lembrei-me de comentar mais profundamente essa questão. No artigo referido, ele comenta que um amigo próximo ministrou um treinamento numa empresa, sendo que na avaliação todos foram muito bem obrigado, porém, dias depois o gerente da empresa contatou-lhe criticando o seu treinamento pelo fato de que os colaboradores estavam tendo dificuldades na aplicação dos conceitos aprendidos.
Ratificando a idéia do autor do Colaborativo.org, digo que isso realmente foi um problema de contextualização do aprendizado e, ainda, um problema de avaliação, ou seja, o treinamento não foi contextualizado à realidade dos colaboradores e avaliação corroborou para explicar o fato, já que todos foram muito bem e não conseguiram aplicar os conceitos aprendidos.
Pequena nota do Portal e-Learning Guild:
Em levantamento feito pelo Portal, descobriu-se que os executivos da área de e-learning demonstram total satisfação na aplicação de simulações complexas e de alta imersão para fins de aprendizado no meio corporativo.
Mais de 1.100 profissionais da área responderam o questionário, sendo que 93% responderam que essa solução foi melhor que outras de alta aplicação prática e 76% disseram que houve um ROI positivo surpreendente.
Como já disse outras vezes, ainda engatinhamos nas empresas brasileiras no que se refere às aplicações mais simples em e-learning, que dirá, com algo semelhante a ILSs. Porém, só a evolução contínua das nossas soluções levará-nos a patamar similar. É trabalhar e esperar para ver.
Pessoal,
Hoje eu gostaria de compartilhar uma notícia sobre e-learning veiculada no renomado Financial Times. A notícia, que pode ser vista na íntegra (em inglês), fala sobre um levantamento da área de Business Education (Educação Corporativa) do periódico a respeito das empresas que estão trabalhando online suas práticas de capacitação.
Descobriu-se nesse levantamento com cerca de 700 gerências de nível médio algo, ao menos, surpreendente. As empresas não só preferem e-learning porque realmente é mais barato que treinar presencialmente, argumento esse muito popular, mas também porque os executivos afirmam que as vantagens em termo de conveniência e flexibilidade do treinamento são inquestionáveis.
Uma grande empresa britânica, por exemplo, colocou que, com certeza, o aumento no uso de e-learning na empresa está relacionado ao custo/benefício, mas que a flexibilidade e conveniência para se adaptar melhor ao padrão de trabalho do colaborador, somam-se consideravelmente ao argumento da questão financeira, tão comentada nos projetos de e-learning.
Muito fala-se sobre a importância da mudança de hábitos para a disseminação do e-learning nas organizações.
E essa preocupação tem total fundamento, já que um dos principais obstáculos para a implementação do e-learning está ligado às práticas arraigadas nas empresas há muito anos. Ou seja, mudar a estrutura de treinamento com o uso das novas tecnologias da comunicação e informação (TIC), como a internet, podem exigir uma quebra de paradigmas.
Portanto, ao se pensar em qualquer projeto nesse âmbito, deve-se estudar o perfil dos colaboradores e preparar-se uma campanha de disseminação da ferramenta e estímulo ao uso da mesma. Dessa forma, só o trabalho constante e gradual fará com que o e-learning seja um sucesso na empresa.
Diria, para fechar esse post, que essa equação resume-se em dois itens: tempo e planejamento.


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