out 3

Consolidação do mercado de e-learning no exterior

O rebuliço anda quente no mercado de e-learning no exterior. Duas empresas anunciaram fatos extremamente relevantes ao mercado.  A britânica Futuremedia, que tem em seu portifólio empresas como Unilever e Virgin Atlantic Airlines, anunciou a venda de sua divisão de e-learning para o Edvantage Group que tem clientes mundiais como Yara e Siemens. Isso mostra a velocidade e intensidade de consolidação do mercado, que está num nível de maturidade muito a frente do Brasil e toda a América Latina.

O outro movimento do mercado aconteceu na Ásia, onde a NetDimensions (empresa britânica, também), comprou 25% da Peak Pacific, uma das empresas pioneiras em e-learning na região. Assim, a empresa estende sua atuação mais fortemente para o mercado asiático para solidificar uma carteira de clientes do porte de Citibank e Lenovo.

É o mercado mundial de e-learning mostrando o que podemos ver no Brasil e na América Latina em alguns anos.

Popularidade: 71% Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor - GSI Online.
set 26

Educação a Distãncia, a Geração Y e o relógio

Pessoal,

Lendo o blog da Jacqueline Sobral, encontrei um artigo muito interessante que aqui compartilho com vocês. Amanhã tem novo post sobre a aprendizagem coletiva e colaboração online.

Cerca de 75% das pessoas com menos de 25 anos nunca usaram e nem vão usar relógio. E sabe por quê? Porque não faz sentido carregar um tic-tac no pulso quando a mesma informação está disponível no seu celular que você carrega no bolso.

Esse dado foi apresentado por Jeff Borden, diretor da Academia de Treinamento e Consulta da eCollege, projeto de EAD da editora Pearson, durante o 14º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância, que está sendo realizado em Santos, São Paulo (onde me encontro neste exato momento).

A apresentação dele foi toda baseada no que os estudantes de hoje esperam da educação a distância. Para explorar o tema, ele falou muito sobre como se comportam os jovens de hoje em dia. Jeff citou a diferença que existe entre as gerações:

- Os meus avós aprendiam com os livros e em sala de aula. Os meus pais, da geração baby boomers, aprenderam também com o rádio, com a TV e com os trabalhos em grupo. A geração X, a qual eu pertenço, se acostumou a utilizar jogos e simulações para aprender. Já os jovens de hoje de até 24 anos são os millennials, também conhecidos como “geração Y”, que funcionam de uma forma totalmente diferente: aprendem e querem aprender just in time, não só com sua família e seus professores, mas com seus amigos e com o mundo inteiro por intermédio da Web 2.0.

Os jovens de hoje fazem mil coisas ao mesmo tempo - falam ao celular, respondem mensagens no MSN, assistem à TV e brincam com o cachorro - e o seu habitat natural inclui jogos tridimensionais e interativos. Olha, não tenho mais 24 anos, mas muitas vezes me pego fazendo a mesma coisa por pura falta de opção.

No entanto, confesso que já um choque de geração sim entre mim e esse povo mais novo. Eu, esta jornalista que vos fala, beirando os 30 anos, olho para algumas novidades mostradas neste congresso e me assusto. Agora mesmo, quando estava voltando do almoço, me deparei com uma moça que apresentava em um telão imenso no meio do corredor como é maravilhoso fazer um curso dentro de um Second Life desses da vida (assim como MSN não é o único programa de mensagens instantâneas, o Second Life também não é). Tem até PISCINA no pilotis da “universidade virtual”. Esquisito…. Fiquei me perguntando “E que curso é esse? Qual é o conteúdo? Quem são os professores?” Mas, enfim, talvez seja mesmo uma questão de costume.

Claro que a tecnologia é um meio e não o fim, e não adianta nada investir na sala de aula virtual mais linda e moderna do mundo, se o conteúdo oferecido ao aluno não for de qualidade. Jeff deu um exemplo engraçado para mostrar que nem sempre as ferramentas tecnológicas de fato ajudam:

Antes de iniciar sua palestra, o educador contou, em tom de brincadeira, que, graças a um serviço gratuito que veio com seu ipod phone, ele aprendeu algumas frases em português “úteis” para usar no Brasil: “Como faço para chegar à Lisboa?” e “Estou grávida.” É… Útil, não!?

Cabe citar aqui a declaração do educador Paulo Freire, repetida pelo secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Bielchowsky, no congresso: “O saber não é algo que se deposita no indivíduo como uma conta bancária.” Faço uma adaptação à frase e digo: “O saber não é algo que vem automaticamente com a tecnologia.”

Diz aí: você AINDA usa relógio?

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set 15

A cultura de e-learning (EaD) do Unibanco

Dando continuidade à exposição dos cases de empresas que têm projetos de e-learning de sucesso, vamos falar do Case do Unibanco, o quarto maior banco do Brasil.

Como os próprios gestores do projeto intitularam o seu Case, “A cultura de e-learning do Unibanco”, fica bem claro, que após alguns anos eles mesmos creditam ao projeto o “selo” do sucesso, ou seja, a equipe gestora do e-learning no Unibanco já conseguiu imprimir a cultura de educação continuada via internet na empresa.

Assim, dado o desafio de uma organização extremamente dinâmica, dinamicidade essa inerente ao mercado financeiro, espalhada por todo o Brasil em mais de 750 agências e 500 pontos da Fininvest, o projeto de e-learning surgiu sob as seguintes bases:

  • Aumentar a capacidade intelectual dos colaboradores e propiciar melhores possibilidades profissionais;
  • Desenvolver as competências estratégicas do conglomerado Unibanco;
  • Promover o ensino a distância, o autodesenvolvimento e a mudança de cultura organizacional;
  • Racionalizar os investimentos em treinamento;
  • Contribuir para o atingimento das metas do negócio.

E qual a situação do projeto atualmente, quantitativamente falando? A figura abaixo resume claramente.

Realmente, os números do projeto fazem do Case superlativo dentre os seus pares nacionais. Justamente por isso, inicialmente o projeto foi abortado e retomado numa estratégia totalmente remodelada que resultou nos números que aqui falamos.

Mas e quais as principais evidências após a implementação do projeto?

A principal, e que já falamos, é que o e-Learning tornou-se uma realidade dentro daorganização, alinhado às estratégias do grupo, o que sabidamente é um dos pilares do sucesso do e-learning, ou seja, se o treinamento via internet não é assimilado por todos na organização como mais uma ferramenta para suporte ao trabalho, dificilmente teremos resultados satisfatórios nas métricas de negócio.

Além disso, citam-se alguns fatos relevantes abaixo:

  • EaD representou uma revolução no aprendizado;
  • Integração com presenciais auxiliou na disseminação da cultura de e-learning;
  • Gerenciamento do conhecimento: relatórios de acompanhamento, verificação de indicadores e efetividade;

E o que vale destacarmos desse 3 itens? A importância das métricas como forma de mensurar o sucesso do projeto e a importância de se colocar o e-learning dentro de uma estratégia mais ampla de educação corporativa, portanto, que inclua o treinamento presencial, estratégia comprovadamente de sucesso.

Abaixo, uma idéia do Portal de Treinamento Online do Unibanco:

O Unibanco, mais que uma estratégia de e-learning, conseguiu criar uma cultura de Gestão do Conhecimento, através do uso da ferramenta de e-learning como um grande repositório do conhecimento organizacional Unibanco, algo visado por muitas empresas.

E tudo isso ocorreu satisfatoriamente devido à credibilidade da ferramenta, impacto direto nos negócios e pela relação custo/benefício presencial x e-learning.

Portanto, fica claro que um projeto bem planejado, alinhado ao negócio da empresa, dificilmente tem insucesso.

Amanhã, coloco mais alguns detalhes, mas compartilho ainda algumas telas dos cursos do e-learning do Unibanco.

Popularidade: 61% Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor - GSI Online.
ago 17

3 questionamentos que todo usuário de e-learning gostaria de ter respostas

Por Tom Kuhlmann

Aqueles que desenvolvem cursos e-learning são a “ponte” entre o cliente, que tem expectativas peculiares e o usuário, que tem de fazer o curso. Pensando em termos do “ideal”, os usuários têm expectativas, mas às vezes eles fazem o curso por obrigação e não porque querem fazer ou acham importante fazê-lo.

Construir essa “ponte” para cursos baseados em melhoria de performance no trabalho não é difícil. Pelo fato do cliente ter expectativas quanto a performance, é conveniente desenvolver o ambiente do curso fundamentando-se em conceitos relativos à melhoria de performance. Assim, tais cursos tendem a ser mais relevantes para os usuários.  Ultimamente, o usuário de e-learning sabe que a medida do sucesso não está “no curso” e sim no incremento da performance no trabalho. Portanto, a sua motivação é um diferencial para o sucesso de qualquer curso.

É mais desafiador quando você enfrenta uma realidade dominante de cursos com base informacional. Eu já evidenciei que o cliente é quase sempre focado na informação do que propriamente no aprendizado. É aí que entra o papel do desenho instrucional. Como quebrar esse paradigma, quando a maioria ainda é estritamente focada em informação e não no aprendizado?

A boa notícia é que um ambiente provido de usuários motivados já é meio caminho andado. Por exemplo, eu estava fazendo um projeto de melhoria da minha casa e precisei aprender sobre molduras para rodapés. Eu fiz uma pesquisa online e encontrei a informação que precisava. Um curso ou ambiente de aprendizado totalmente construído em volta da informação pode não criar problemas em situações como esta. Nesse caso, a informação estava mal formatada, com fontes ruins, sem alguma interatividade, porém, eu não dei boa para isso, pois havia encontrado o que queria para a necessidade iminente naquele momento.

Dessa forma, o foco no aprendizado não passa somente pelo formato do curso, mas muito mais pela motivação do usuário, um dos fatores críticos de sucesso, ao meu ver. Isso funciona tanto para cursos baseados em performance quanto para cursos informacionais. Para fazer isso, coloque-se no papel do usuário e responda às 3 questões abaixo:

Why am I taking this course?

1. Por que estou fazendo esse curso?

É importante delinear objetivos de aprendizagem e em seguida construir o conteúdo do curso tentando contemplar tais objetivos. Isso é muito bom. Entretanto, a forma usual de fazer isso é colocar marcadores, listando os objetivos “Você vai aprender isso e aquilo…”.

Ao mesmo tempo que não é ruim fazer dessa forma, o que você mais quer como designer instrucional é convencer, persuadir o usuário de que esse curso vai agregar valor a ele.  Quando os usuários entendem que o curso agrega realmente valor, sua motivação aumenta e a adesão é muito mais natural, além de melhorar sobremaneira a experiência de aprendizagem.

Assim, quando você arquitetar os objetivos do curso, pense menos em listar simplesmente os objetivos, mas tente “mastigá-los” e mostrar para o usuário o que realmente ele vai agregar com esse curso para seu trabalho, ou seja, como esse curso poderá tornar seu trabalho mais fácil, mais produtivo ou mesmo mais motivante.  É por isso que estudos de caso, exploração de cenários e simulações são tão importantes e tão efetivos em qualquer processo de aprendizagem. Esses recursos mostram a informação adquirida dentro de um contexto relevante, mais real, ou seja, mais próximo do cotidiano do usuário. E isso ajuda a perceber valor no curso.

What am I supposed to do with all of this information?

O que supostamente eu devo fazer com toda essa informação?

Ninguém gosta de perder tempo com cursos e-learning que não sejam relevantes para o seu cotidiano. Quando as pessoas comprometem seu tempo e esforço com um curso, elas querem saber qual a importância e o que elas devem fazer com essas novas informações aprendidas.

É por isso que você deve construir o conteúdo do curso estritamente em volta daquilo que o usuário realmente deve saber. Até mesmo treinamentos legais, regulatórios, ou seja, que são exigidos por governo ou agências regulamentadoras, os famosos (compliance trainings), são desenvolvidos pensando-se nas expectativas de performance.  Você não previne perdas auditivas, por exemplo, pelo simples fato deles saberem que têm de usar protetores auriculares, mas sim porque eles realmente estão usando proteção.

How can I prove I know it?

Como posso provar que eu realmente aprendi?

Tudo está centrado em que ações, comportamentos, você espera. Quando as pessoas sabem o que você quer delas, elas são muito mais comprometidas em atingir esses objetivos, pela simples razão de realmente saberem o que se espera delas. Vamos voltar a um assunto já corriqueiro em e-learning, ou seja, por que as pessoas costumam muitas vezes simplesmente “passar as telas”, clicando continuamente. As razões pelas quais elas clicam adiante sem atenção cuidadosa ao conteúdo é porque elas não percebem o conteúdo como relevante. Nesse caso, a única expectativa quanto a performance que elas têm é quanto a “completar” o curso. Assim, elas se limitam a mostrar que “completaram” o curso. De certa forma, devido a não termos respondido corretamente às duas primeiras perguntas ou o design do curso incentiva-os a clicar continuamente até completar o curso simplesmente. Dessa forma, eis algunhos caminhos para prevenir isso:

  • Faça o curso tornar-se relevante para o aluno
  • Ajude o usuário entender como ele usuará a informação adquirida
  • Crie uma forma de provar ao usuário que ele entendeu o que recém foi aprendido. O mais perto que você conseguir chegar da “experiência real”, melhor a experiência de aprendizado.

Questões no formatos de “quizes” são interessantes, entretanto, no mundo real não somos apresentados a situações “estanques” onde existem múltiplas respostas e uma a ser escolhida. O mundo é muito mais complexo que isso e precisamos cada vez mais nos aproximar e desenvolver cursos e-learning que se alinhem a essa realidade. Em um cenário ideal, nós deveríamos desenvolver uma forma de medir o aprendizado de uma forma bem mais ampla do que apenas selecionar respostas corretas.

Eu li, esses tempos, sobre uma escola que ensinava nutrição. Eles poderiam ter usado “quizes”, mas eles fizeram os alunos montar um cardápio para o acampamento de verão. Os “menus” deveriam ser saudáveis e eles teriam de explicar suas escolhas. Como você pode imaginar, baseado nos cardápios desenvolvido, pode-se ter uma melhor noção do aprendizado do aluno do que simplesmente os fizesse escolher entre asalternativas corretas.

Muitas vezes, o ambiente de euforia do mercado e mesmo outras variáveis acabam forçando a todos a desenvolver cursos fora do ideal para o aprendizado do usuário.

E pode-se, sim, fazer cursos simples, econômicos e efetivos.

E todos sabemos que é muito mais fácil fazer um curso fundamentado em recuperação de informações do que um curso totalmente desenhado com base no usuário. Cursos assim, são mais rápidos e baratos, entretanto, não se deve confundir um curso simples com um curso excessivamente informacional, com problemas de design instrucional e não focados no usuário. Tudo isso leva a altos índices de desistência, que podem ficar entre 25% e 50%, além de criamos regras rígidas que não combinam com as potencialidades do e-learning, como “forçar” um caminho de navegação pelo curso ou mesmo tornar os cursos obrigatórios.

Logo, retomando os 3 principais questionamentos, devemos responder as seguintes perguntas, a fim de formatar um curso relevante para o usuário e com altos índices de sucesso.

  • Por que estou fazendo esse curso?
  • O que fazer com todas as informações aprendidas?
  • Como posso provar que aprendi?

E você, como responderia essas perguntas?

Tom Kuhlmann

Editor do Rapid e-Learning Blog

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ago 5

“Ensino a distância pode qualificar melhor do que o presencial”

“Ensino a distância pode qualificar melhor do que o presencial”

Divulgação

Para Holtz, presidente da associação dos estudantes de ensino a distância, “o EAD veio para ficar”

Aguirre Peixoto, do A Tarde On Line

No mês passado, o Conselho Federal de Biologia impediu profissionais formados em ensino a distância (EAD) de obter registro de biólogo, alegando que eles não haviam passado pela quantidade necessária de aulas práticas. O fato colocou em discussão a qualidade do EAD. Em entrevista ao repórter Aguirre Peixoto, do A TARDE, o presidente da Associação Brasileira de Estudantes de Ensino a Distância, Ricardo Holtz, criticou a falta de conhecimento em relação à metodologia. “Em alguns casos os cursos a distância preparam até melhor do que os presenciais”, afirmou na última sexta-feira, quando veio a Salvador visitar a FTC-EAD (Faculdade de Tecnologia e Ciências) e concedeu a entrevista a A TARDE.

A TARDE - Como os estudantes de cursos à distância podem ter um bom rendimento?

Ricardo Holtz - A aplicação no ensino a distância (EAD) depende de dedicação. Muita gente acredita que é uma forma mais fácil e mais rápida de se formar. Isso é uma idéia completamente equivocada que as pessoas de fora têm. Para o aluno ser um bom estudante precisa ser disciplinado, esta é a questão principal. Se ele for um aluno assim, poderá ser bem melhor que um estudante do ensino presencial. Mas precisa ter uma agenda com os horários de estudos bem definidos. 51% dos alunos de ensino a distância têm família e trabalham. Você imagina um pai de família que trabalha o dia todo, tem três ou quatro filhos, ele precisa de muita disciplina para se dedicar aos estudos.

AT - Recentemente o Conselho Federal de Biologia negou registro profissional de biólogos para os formados em ensino a distância, alegando a falta de aulas práticas. Os cursos à distância preparam os alunos tão bem quanto os cursos presenciais?

RH - Prepara bem e em muitos casos prepara até melhor. No exemplo do conselho, é um grande equívoco por causa de desconhecimento. A aluna que teve o registro profissional negado vem de uma instituição do Rio de Janeiro que eu visitei pessoalmente e pude comprovar que possui qualidade, com horas práticas de ensino também. A aluna solicitou o registro e foi negado e aí gerou toda essa polêmica. No Rio, há cursos presenciais com qualidade infinitamente inferior a esse a distância e o conselho ainda assim concede o registro a alunos destes cursos. No meu ponto de vista, falta informação aos membros do conselho, que não conhece a metodologia e acredita que é uma coisa sem qualidade.
O ensino a distância é uma forma positiva de democratizar o ensino superior com qualidade. Você só consegue incluir o estudante de baixa renda através do EAD. Como democratiza, está assustando pelo volume de alunos que formam. Recentemente também tem havido problemas na concessão de registros do Conselho Nacional de Serviço Social, que querem preservar a reserva de mercado para profissionais que já estão formados, mas vamos fazer de tudo para reverter as decisões e garantir que não haja outros casos do tipo.
Existem treze cursos de graduação que são passíveis de comparação entre ensino a distância e presencial. Em sete deles, o EAD obteve notas maiores no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), o que por si só já diz a qualidade do EAD. É óbvio que há muito para melhorar ainda, é uma metodologia recente no Brasil, mas tem qualidade e chegou para ficar.

AT - Que critérios devem ser levados em conta para a escolha de uma instituição de ensino a distância de qualidade?

RH – O primeiro passo é verificar se a instituição é credenciada junto ao MEC. Também o estudante deve fazer uma visita, tentar assistir uma aula, conhecer a metodologia ofertada pela instituição e manter um contato prévio antes de se matricular.

AT - Quais as principais vantagens e as desvantagens do ensino à distância?

RH - Acho que a principal vantagem é a flexibilidade. A maioria dos estudantes tem mais de 30 anos de idade, normalmente trabalham, têm família e não poderiam estar freqüentando a sala de aula de um curso presencial. Segundo, a inclusão. A faculdade a distância pode ir a qualquer lugar. As presenciais não têm como fazer isso, não vão a cidades pequenas. O custo também é importante, pois é mais barato e tem a mesma qualidade. A desvantagem principal, eu diria dificuldade, é a disciplina. Temos uma cultura de ensino presencial e o aluno não tem tanta disciplina, está acostumado a ser mais cobrado. A educação a distância exige muita disciplina por parte do estudante.

Popularidade: 51% Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor - GSI Online.