ago 17

3 questionamentos que todo usuário de e-learning gostaria de ter respostas

Por Tom Kuhlmann

Aqueles que desenvolvem cursos e-learning são a “ponte” entre o cliente, que tem expectativas peculiares e o usuário, que tem de fazer o curso. Pensando em termos do “ideal”, os usuários têm expectativas, mas às vezes eles fazem o curso por obrigação e não porque querem fazer ou acham importante fazê-lo.

Construir essa “ponte” para cursos baseados em melhoria de performance no trabalho não é difícil. Pelo fato do cliente ter expectativas quanto a performance, é conveniente desenvolver o ambiente do curso fundamentando-se em conceitos relativos à melhoria de performance. Assim, tais cursos tendem a ser mais relevantes para os usuários.  Ultimamente, o usuário de e-learning sabe que a medida do sucesso não está “no curso” e sim no incremento da performance no trabalho. Portanto, a sua motivação é um diferencial para o sucesso de qualquer curso.

É mais desafiador quando você enfrenta uma realidade dominante de cursos com base informacional. Eu já evidenciei que o cliente é quase sempre focado na informação do que propriamente no aprendizado. É aí que entra o papel do desenho instrucional. Como quebrar esse paradigma, quando a maioria ainda é estritamente focada em informação e não no aprendizado?

A boa notícia é que um ambiente provido de usuários motivados já é meio caminho andado. Por exemplo, eu estava fazendo um projeto de melhoria da minha casa e precisei aprender sobre molduras para rodapés. Eu fiz uma pesquisa online e encontrei a informação que precisava. Um curso ou ambiente de aprendizado totalmente construído em volta da informação pode não criar problemas em situações como esta. Nesse caso, a informação estava mal formatada, com fontes ruins, sem alguma interatividade, porém, eu não dei boa para isso, pois havia encontrado o que queria para a necessidade iminente naquele momento.

Dessa forma, o foco no aprendizado não passa somente pelo formato do curso, mas muito mais pela motivação do usuário, um dos fatores críticos de sucesso, ao meu ver. Isso funciona tanto para cursos baseados em performance quanto para cursos informacionais. Para fazer isso, coloque-se no papel do usuário e responda às 3 questões abaixo:

Why am I taking this course?

1. Por que estou fazendo esse curso?

É importante delinear objetivos de aprendizagem e em seguida construir o conteúdo do curso tentando contemplar tais objetivos. Isso é muito bom. Entretanto, a forma usual de fazer isso é colocar marcadores, listando os objetivos “Você vai aprender isso e aquilo…”.

Ao mesmo tempo que não é ruim fazer dessa forma, o que você mais quer como designer instrucional é convencer, persuadir o usuário de que esse curso vai agregar valor a ele.  Quando os usuários entendem que o curso agrega realmente valor, sua motivação aumenta e a adesão é muito mais natural, além de melhorar sobremaneira a experiência de aprendizagem.

Assim, quando você arquitetar os objetivos do curso, pense menos em listar simplesmente os objetivos, mas tente “mastigá-los” e mostrar para o usuário o que realmente ele vai agregar com esse curso para seu trabalho, ou seja, como esse curso poderá tornar seu trabalho mais fácil, mais produtivo ou mesmo mais motivante.  É por isso que estudos de caso, exploração de cenários e simulações são tão importantes e tão efetivos em qualquer processo de aprendizagem. Esses recursos mostram a informação adquirida dentro de um contexto relevante, mais real, ou seja, mais próximo do cotidiano do usuário. E isso ajuda a perceber valor no curso.

What am I supposed to do with all of this information?

O que supostamente eu devo fazer com toda essa informação?

Ninguém gosta de perder tempo com cursos e-learning que não sejam relevantes para o seu cotidiano. Quando as pessoas comprometem seu tempo e esforço com um curso, elas querem saber qual a importância e o que elas devem fazer com essas novas informações aprendidas.

É por isso que você deve construir o conteúdo do curso estritamente em volta daquilo que o usuário realmente deve saber. Até mesmo treinamentos legais, regulatórios, ou seja, que são exigidos por governo ou agências regulamentadoras, os famosos (compliance trainings), são desenvolvidos pensando-se nas expectativas de performance.  Você não previne perdas auditivas, por exemplo, pelo simples fato deles saberem que têm de usar protetores auriculares, mas sim porque eles realmente estão usando proteção.

How can I prove I know it?

Como posso provar que eu realmente aprendi?

Tudo está centrado em que ações, comportamentos, você espera. Quando as pessoas sabem o que você quer delas, elas são muito mais comprometidas em atingir esses objetivos, pela simples razão de realmente saberem o que se espera delas. Vamos voltar a um assunto já corriqueiro em e-learning, ou seja, por que as pessoas costumam muitas vezes simplesmente “passar as telas”, clicando continuamente. As razões pelas quais elas clicam adiante sem atenção cuidadosa ao conteúdo é porque elas não percebem o conteúdo como relevante. Nesse caso, a única expectativa quanto a performance que elas têm é quanto a “completar” o curso. Assim, elas se limitam a mostrar que “completaram” o curso. De certa forma, devido a não termos respondido corretamente às duas primeiras perguntas ou o design do curso incentiva-os a clicar continuamente até completar o curso simplesmente. Dessa forma, eis algunhos caminhos para prevenir isso:

  • Faça o curso tornar-se relevante para o aluno
  • Ajude o usuário entender como ele usuará a informação adquirida
  • Crie uma forma de provar ao usuário que ele entendeu o que recém foi aprendido. O mais perto que você conseguir chegar da “experiência real”, melhor a experiência de aprendizado.

Questões no formatos de “quizes” são interessantes, entretanto, no mundo real não somos apresentados a situações “estanques” onde existem múltiplas respostas e uma a ser escolhida. O mundo é muito mais complexo que isso e precisamos cada vez mais nos aproximar e desenvolver cursos e-learning que se alinhem a essa realidade. Em um cenário ideal, nós deveríamos desenvolver uma forma de medir o aprendizado de uma forma bem mais ampla do que apenas selecionar respostas corretas.

Eu li, esses tempos, sobre uma escola que ensinava nutrição. Eles poderiam ter usado “quizes”, mas eles fizeram os alunos montar um cardápio para o acampamento de verão. Os “menus” deveriam ser saudáveis e eles teriam de explicar suas escolhas. Como você pode imaginar, baseado nos cardápios desenvolvido, pode-se ter uma melhor noção do aprendizado do aluno do que simplesmente os fizesse escolher entre asalternativas corretas.

Muitas vezes, o ambiente de euforia do mercado e mesmo outras variáveis acabam forçando a todos a desenvolver cursos fora do ideal para o aprendizado do usuário.

E pode-se, sim, fazer cursos simples, econômicos e efetivos.

E todos sabemos que é muito mais fácil fazer um curso fundamentado em recuperação de informações do que um curso totalmente desenhado com base no usuário. Cursos assim, são mais rápidos e baratos, entretanto, não se deve confundir um curso simples com um curso excessivamente informacional, com problemas de design instrucional e não focados no usuário. Tudo isso leva a altos índices de desistência, que podem ficar entre 25% e 50%, além de criamos regras rígidas que não combinam com as potencialidades do e-learning, como “forçar” um caminho de navegação pelo curso ou mesmo tornar os cursos obrigatórios.

Logo, retomando os 3 principais questionamentos, devemos responder as seguintes perguntas, a fim de formatar um curso relevante para o usuário e com altos índices de sucesso.

  • Por que estou fazendo esse curso?
  • O que fazer com todas as informações aprendidas?
  • Como posso provar que aprendi?

E você, como responderia essas perguntas?

Tom Kuhlmann

Editor do Rapid e-Learning Blog

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ago 5

Ensino a distância é tendência na educação empresarial

Ensino a distância é tendência na educação empresarial

IT Careers - Convergência Digital
:: Da redação :: 17/07/2008 Segundo dados do AbraEAD (Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta a Distância) a tendência para o ano de 2008 é que as empresas invistam 56% a mais nos treinamentos a distância do que no ano passado.

Silvia Patriani, diretora da Patriani, empresa especializada em eventos e educação corporativos, explica que ao optar por esse método de treinamento as empresas se beneficiem por seus baixos custos, facilidade ao acesso das informações e um retorno dos investimentos (ROI) em curto prazo de tempo. Além dessas vantagens, Silvia ressalta que a grande abrangência desse modelo é o seu diferencial. “Quando se escolhe as webpalestras, as empresas podem oferecer um mesmo conteúdo ao maior número possível de funcionários, de acordo com suas necessidades”, afirma Silvia. “Além disso, ao contrário do que acontece em palestras comuns, quando cada participante paga uma taxa individual, nas webpalestras o preço da transmissão é único, não importando o número de expectadores”, diz a especialista.

Esse sistema ainda possibilita a integração dos públicos com os palestrantes. Isso acontece já que, simultaneamente às palestras, os expectadores podem enviar perguntas e sugestões de assuntos ligados ao tema principal para serem debatidos durante a apresentação. Além disso, participam de enquetes, nas quais podem expressar sua opinião sobre os temas abordados na palestra. “O grande diferencial das webpalestras é a possibilidade de interatividade que a Internet oferece. Nos eventos presenciais é grande o número de pessoas que voltam pra casa com muitas dúvidas sobre seus negócios, pois os palestrantes não conseguem atender a todos individualmente” afirma Sílvia. “No caso das palestras virtuais, os participantes enviam suas perguntas têm suas dúvidas esclarecidas ao vivo, ou seja, simultaneamente à apresentação. Por isso, o especialista responde às questões de todos, atuando como um consultor pessoal”, destaca a diretora da Patriani.

O ensino a distância já é utilizado com freqüência pelas universidades e colégios do Brasil e espera-se que esse sistema apresente um crescimento constante de 40% ao ano até 2010. Por meio dos avanços tecnológicos, o ensino a distancia tem se mostrado muito eficiente quando o palestrante não pode comparecer a determinados locais. Pessoas de diferentes cidades podem compartilhar de uma mesma palestra sem que ninguém se desloque, por exemplo. “Conseguimos democratizar a informação, levando um evento para inúmeras pessoas que talvez não tivessem condições de viajar, seja por conta das questões financeiras ou por conta da disponibilidade de tempo” , diz Silvia.

Os dados gerais do AbraEAD indicam que há no Brasil mais de dois milhões de usuários dos métodos da educação a distância, seja em cursos formais de educação básica, especialização e graduação, seja em cursos de formação continuada das empresas e de formação técnica.

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ago 5

“Ensino a distância pode qualificar melhor do que o presencial”

“Ensino a distância pode qualificar melhor do que o presencial”

Divulgação

Para Holtz, presidente da associação dos estudantes de ensino a distância, “o EAD veio para ficar”

Aguirre Peixoto, do A Tarde On Line

No mês passado, o Conselho Federal de Biologia impediu profissionais formados em ensino a distância (EAD) de obter registro de biólogo, alegando que eles não haviam passado pela quantidade necessária de aulas práticas. O fato colocou em discussão a qualidade do EAD. Em entrevista ao repórter Aguirre Peixoto, do A TARDE, o presidente da Associação Brasileira de Estudantes de Ensino a Distância, Ricardo Holtz, criticou a falta de conhecimento em relação à metodologia. “Em alguns casos os cursos a distância preparam até melhor do que os presenciais”, afirmou na última sexta-feira, quando veio a Salvador visitar a FTC-EAD (Faculdade de Tecnologia e Ciências) e concedeu a entrevista a A TARDE.

A TARDE - Como os estudantes de cursos à distância podem ter um bom rendimento?

Ricardo Holtz - A aplicação no ensino a distância (EAD) depende de dedicação. Muita gente acredita que é uma forma mais fácil e mais rápida de se formar. Isso é uma idéia completamente equivocada que as pessoas de fora têm. Para o aluno ser um bom estudante precisa ser disciplinado, esta é a questão principal. Se ele for um aluno assim, poderá ser bem melhor que um estudante do ensino presencial. Mas precisa ter uma agenda com os horários de estudos bem definidos. 51% dos alunos de ensino a distância têm família e trabalham. Você imagina um pai de família que trabalha o dia todo, tem três ou quatro filhos, ele precisa de muita disciplina para se dedicar aos estudos.

AT - Recentemente o Conselho Federal de Biologia negou registro profissional de biólogos para os formados em ensino a distância, alegando a falta de aulas práticas. Os cursos à distância preparam os alunos tão bem quanto os cursos presenciais?

RH - Prepara bem e em muitos casos prepara até melhor. No exemplo do conselho, é um grande equívoco por causa de desconhecimento. A aluna que teve o registro profissional negado vem de uma instituição do Rio de Janeiro que eu visitei pessoalmente e pude comprovar que possui qualidade, com horas práticas de ensino também. A aluna solicitou o registro e foi negado e aí gerou toda essa polêmica. No Rio, há cursos presenciais com qualidade infinitamente inferior a esse a distância e o conselho ainda assim concede o registro a alunos destes cursos. No meu ponto de vista, falta informação aos membros do conselho, que não conhece a metodologia e acredita que é uma coisa sem qualidade.
O ensino a distância é uma forma positiva de democratizar o ensino superior com qualidade. Você só consegue incluir o estudante de baixa renda através do EAD. Como democratiza, está assustando pelo volume de alunos que formam. Recentemente também tem havido problemas na concessão de registros do Conselho Nacional de Serviço Social, que querem preservar a reserva de mercado para profissionais que já estão formados, mas vamos fazer de tudo para reverter as decisões e garantir que não haja outros casos do tipo.
Existem treze cursos de graduação que são passíveis de comparação entre ensino a distância e presencial. Em sete deles, o EAD obteve notas maiores no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), o que por si só já diz a qualidade do EAD. É óbvio que há muito para melhorar ainda, é uma metodologia recente no Brasil, mas tem qualidade e chegou para ficar.

AT - Que critérios devem ser levados em conta para a escolha de uma instituição de ensino a distância de qualidade?

RH – O primeiro passo é verificar se a instituição é credenciada junto ao MEC. Também o estudante deve fazer uma visita, tentar assistir uma aula, conhecer a metodologia ofertada pela instituição e manter um contato prévio antes de se matricular.

AT - Quais as principais vantagens e as desvantagens do ensino à distância?

RH - Acho que a principal vantagem é a flexibilidade. A maioria dos estudantes tem mais de 30 anos de idade, normalmente trabalham, têm família e não poderiam estar freqüentando a sala de aula de um curso presencial. Segundo, a inclusão. A faculdade a distância pode ir a qualquer lugar. As presenciais não têm como fazer isso, não vão a cidades pequenas. O custo também é importante, pois é mais barato e tem a mesma qualidade. A desvantagem principal, eu diria dificuldade, é a disciplina. Temos uma cultura de ensino presencial e o aluno não tem tanta disciplina, está acostumado a ser mais cobrado. A educação a distância exige muita disciplina por parte do estudante.

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jul 22

O limiar das novas tecnologias para o aprendizado

Há algum tempo atrás, comentei se um dia realmente teríamos o e-learning 2.0, 3.0. Realmente, hoje ainda parece um pouco distante. Sequer temos todas as pessoas do mundo com acesso a computador e à internet, entretanto, o ritmo de penetração nas classes de menor renda vem aumentando consideravelmente. Por outro lado, as outras faixas de renda já usufruem de muitas tecnologias que estão aí para potencializar nossos processos de aprendizagem. Basicamente, a internet banda larga permite o uso de ferramentas mais sofisticadas, como webconference, vídeos instrucionais e por aí vai….

Pois então, num futuro próximo, próximo mesmo, pois se formos ver, temos 14 anos de internet comercial no Brasil, portanto, não seria de se espantar se daqui uns 5 anos já tivermos amplo acesso a novas tecnologias que possibilitem maior interatividade e colaboração na internet, colocando oportunidades de aprendizagem mais ricas, possibilitando um e-learning bem mais aprimorado do que costumeiramente presenciamos nas organizações.

Mas sobre o que estou falando?

Vejam os vídeos abaixo do Microsoft Surface e tirem suas próprias conclusões:

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jul 17

O polêmico padrão SCORM

Hoje vou comentar a respeito de um dos assuntos mais delicados no mundo do e-learning. O polêmico padrão SCORM. Ele é o terror de qualquer fornecedor de conteúdo e-learning que pretenda colocá-lo na plataforma LMS alheia.

Mas o que é o SCORM?

SCORM quer dizer Sharable Content Object Reference Model (SCORM), uma coleção de padrões e especificações para e-learning baseado na web. A norma SCORM define comunicações entre o conteúdo do lado do cliente e um host/servidor chamado de ambiente de execução (comumente uma função de um LMS (Learning Management System - Sistema de Gerenciamento de Aprendizado). SCORM também se define como o conteúdo que pode ser compactado em um arquivo de transferência (ZIP).

O SCORM foi iniciativa da Secretaria de Defesa dos Estados Unidos, que foi uma das primeiras organizações a utilizar e-learning no formato clássico que conhecemos em ambiente internet. Tal iniciativa objetivava padronizar a disseminação de conteúdo e-learning, a fim de que os conteúdos se comunicassem perfeitamente em qualquer plataforma e-learning (LMS), mantendo registros de aprendizagem (tracking), disposição dos objetos de aprendizagem, entre outros.

Para tanto, criou-se a Advanced Distributed Learning (ADL), que é a entidade responsável pelas atualizações do padrão.

Abaixo, um resumo mais detalhado dos objetivos do SCORM:

  • Padronizar o modo como os conteúdos se relacionam com os sistemas que os suportam (sejam eles plataformas de e-learning ou repositórios de conteúdos);
  • Reutilizar os objetos de aprendizagem, permitindo ao autor do conteúdo utilizá-lo em contextos diferentes. Isto é, o mesmo conteúdo pode ser incorporado em vários contextos e ter várias utilizações (em diferentes disciplinas/módulos);
  • Flexibilizar a aprendizagem uma vez que podem ser construídos vários percursos de aprendizagem e estes disponibilizados a diferentes alunos;
  • Portabilidade/migração: ao permitir que os SCO’s (Sharable Content Objetcs ou os Objetos de Aprendizagem Compartilháveis) sejam independentes da plataforma de e-learning ou do repositório utilizados, os objetos de aprendizagem podem assim ser transportados entre ambientes de e-learning, os mais diversos possíveis.

Entretanto, por que os mais variados fornecedores de e-learning têm problemas ao compartilhar pacotes de conteúdo em SCORM ou mesmo para fazer suas plataformas LMS assimilarem adequadamente conteúdos SCORM de outros fornecedores?

A pergunta é polêmica, cheia de incertezas e com poucas respostas. Entretanto, nossa experiência no mercado de e-learning mostra que a versão do SCORM mais utilizada (1.2) parece muito complexa, possibilitando uma infinidade de parâmetros diferentes. Outro fato é a instabilidade de algumas plataformas e até mesmo do próprio padrão SCORM. Ok, muitas dúvidas, mas onde estão os caminhos para a solução desse problema?

Nós da GSI Online acreditamos que uma possível solução estaria na união dos profissionais, fornecedores e clientes (usuários) de e-learning em torno da criação de eventos, fóruns de discussão específicos para discussão do tema. Só assim, com os principais atores do mercado brasileiro de e-learning reunidos, daríamos o primeiro passo para um padrão SCORM confiável e que trouxesse mais vantagens e menos dor de cabeça para todos.

Alguns links para maiores informações sobre o padrão SCORM:

http://www.cinted.ufrgs.br/files/tutoriais/scorm/scorm.htm

http://imasters.uol.com.br/artigo/8924/elearning/o_que_e_o_scorm/

http://imasters.uol.com.br/artigo/9150/elearning/o_que_e_scorm_parte_02/

As páginas abaixo estão todas em língua inglesa:

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jul 9

Tecnologia, Educação e Cultura

Pessoal,

Antes da continuidade do relato dos cases do e-Learning Brasil 2008, coloco o ponto de vista de uma outra pessoa, com ponderações interessantes…

Vejam abaixo a impressão de Jacqueline Sobral:

Resolvi destacar para vocês duas questões que foram discutidas no e-Learning Brasil, congresso no qual estive presente na semana passada, em São Paulo:

O celular será ou não utilizado para a educação a distância em breve (o chamado “mobile learning“)?

O guru Elliot Masie, consultor e pesquisador em tecnologias emergentes e aprendizado corporativo, acredita que sim, pois, segundo ele, os cursos estão cada vez menores em termos de conteúdo - ensinar algo não significa despejar todas as informações em cima do aluno, é preciso apresentar o contexto e deixar que ele procure por conta própria os temas nos quais deseja se aprofundar.
Seguindo a linha contrária, Marc Rosenberg, consultor de empresas em e-learning, afirma que o celular não conseguirá substituir o computador, justamente por ter um formato bem menor. Para ele, o aparelho será utilizado para fornecer “pílulas” de informações importantes. “Acredito que num futuro próximo, poderemos nos cadastrar em um site para receber por celular avisos de que revistas e livros das áreas de nossos interesses acabaram de ser publicados. Isso sim eu consigo visualizar”, ressaltou.
Que mudanças a tecnologia e a cultura vêm sofrendo?

“A tecnologia é um meio, não um fim. Estamos vivendo uma transição cultural e precisamos constantemente pensar em como compartilhar e transferir conhecimento individual através da conectividade. A verdadeira democracia é a democracia do conhecimento”, afirmou Stavros Xanthopoylos, diretor executivo do FGV Online. De acordo com o professor, o indivíduo de hoje quer customização, flexibilidade e liberdade. “Outro dia, eu estava assistindo a um programa no Discovery Channel que ressaltava como o cavalo foi importante para o ser humano dominar o espaço e o tempo. Atualmente, esse papel é da tecnologia. Seu objetivo é integração, flexibilidade, disponibilidade e conectividade.”

Felipe Westin, diretor da área de Performance Organizacional da Right Management Consulting, lembrou que em 1900 havia apenas um telefone para cada grupo de 170 pessoas no mundo, ao passo que a partir de 2000 o número total de e-mails trocados diariamente chega a 171 bilhões. “As mudanças tecnológicas e as mudanças culturais caminham juntas. Na década de 1900, os talentos profissionais eram preparados para as necessidades locais, enquanto hoje eles são preparados para necessidades locais e globais.” Para Westin, já estamos deixando a era do conhecimento para entrarmos na era da inteligência. “Um dos riscos que corremos com a tecnologia é a de querermos nos entupir de conhecimento, mas isso não significa que estamos pensando e aplicando o que passamos a conhecer.”

Vocês teriam respostas diferentes para essas questões

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jul 5

Além do e-Learning - web 2.0 e colaboração

Pessoal,

Antes de relatar os cases restantes que assisti no e-Learning Brasil, gostaria de dividir o post abaixo com vocês, publicado no People Based, do Diego Monteiro da Via6. Acredito que tem tudo a ver com o que o Marc Rosenberg falou a respeito do futuro do e-learning, que, segundo ele, é ir além do e-learning, ou seja, construindo um arquitetura de aprendizado que forneça aprendizado de múltiplas fontes, dando suporte ao desempenho dos colaboradores, melhorando a efetividade das ações voltadas à educação corporativa. É o mundo do blogs, provendo conhecimento diferenciado para vários nichos e segmentos de mercado.

Tenho estudado muito ultimamente sobre o uso de blogs pelas empresas. Sempre fico impressionado como perdemos enormes oportunidades de usar ferramentas de Web 2.0… como Wikis, blogs, comunicadores no estilo do Twitter, redes sociais como o Ning que poderiam dar um salto quântico no dia-dia do trabalho.

Quando vejo essa história dos blogs entrando no mundo corporativo, me lembro de um livro que li há mais de 5 anos sobre os maiores executivos (CEOs) das maiores empresas do mundo e o segredo de seu sucesso. Todos foram unânimes em afirmar que a comunicação era o principal elemento de uma organização bem-sucedida. Na época falava-se em TV corporativa. Mas imagino que hoje não teria como não pensar em blogs e ferramentas de midia social. Nada dá mais engajamento que um Orkut, Youtube ou os blogs.. muito mais baratos que uma tv corporativa e com certeza dão muito mais resultados!

Imaginem uma fusão entre duas empresas e todos funcionários dessas companhias trocando informação com a direção sobre como será daqui pra frente… ou então, um blog sobre os produtos da empresa e o pessoal do Marketing e da área Técnica mostrando seus lados complementares, enquanto o RH, Administrativo e etc ficam sabendo mais sobre o que a empresa faz.

O blog corporativo no início, era uma grande ferramenta de publicação na Internet… uma ferramenta de Relações Públicas unidirecional (o que não é nem um pouco empolgante), a grande diferença é que com o amadurecimento dessa prática tem se tornado um meio de colaboração de duas vias. O que é altamente revolucionário como aparece nos cases abaixo.

HSBC: Comunicação Interna sem Limites

O HSBC criou um blog do presidente, que é acessível apenas para os funcionários do banco. Em pouco tempo houve excelentes resultados com 40 mil acessos ao blog e mais de 1,2 mil comentários. Além disso, Emilson Alonso, presidente do HSBC relatou em matéria do caderno Link do Estadão o seguinte comentário: “Obviamente vou aprendendo sobre a organização, os processos, o modo como as coisas funcionam, a percepção das pessoas. E isso acaba alimentando as políticas que a gente faz…” e “…as pessoas queriam conversar comigo e parecia que eu era arrogante.”

Banco Real: Web 2.0 com Tudo

Outro banco que lançou um blog no ar foi o Banco Real, o qual inclusive criou uma ferramenta de colaboração além do blog, em que os usuários da Internet podem colaborar e escrever a história do Banco Real e seus produtos.

Tecnisa: O maior Case de Blog Corporativo no Brasil

O Blog da Tecnisa é um dos grandes pioneiros em Blog Corporativo no Brasil. Existe há 2 anos e é levado a sério sempre trazendo melhorias. Chama a atenção que nele os comentários não são moderados (pré-aprovados).

Graffias: A Inovação nas Pequenas e Médias Empresas

Já para pequenas e médias empresas os blosgs também são uma grande oportunidade. Pois, se por um lado não há milhares de colaboradores para se comunicarem, o Blog pode se tornar uma ferramenta de marketing incrível para se comunicar diretamente com o público-alvo da empresa, além de manter o relacionamento com seus clientes! É a “Newsletter da empresa do século XXI”. Um ótimo exemplo disso é o blog da Graffias, um escritório que faz projetos de arquitetura para comércio e exposição.

Visto que seus clientes são comerciantes em sua maioria é sempre postado nesse blog dicas como Dicas de como Tratar o Cliente, Como montar uma loja de presentes para o Dia dos Namorados, além do portfólio de projetos já feitos… todos de encher os olhos em slideshow.

OBS: Para conhecer mais cases de blogs entre no Wiki do livro Blog Corporativo

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jun 27

e-Learning Brasil 2008 - Case Claro

Pessoal,

Começando com a descrição dos cases que assisti no e-Learning Brasil 2008, vou descrever os principais pontos expostos pela Letícia Serrão Chaves a respeito do Case da Claro.

E qual a primeira impressão que tive do Case?

Um Case consistente, principalmente pelas demandas do mercado telecom, que exige agilidade ao extremo, muito pela necessidade de treinar toda a força de vendas em tempo do lançamento de promoções. Assim, Letícia comentou, por exemplo, que eles desenvolvem um conteúdo em e-learning para ser lançado em 48h.

Outro fato que mostra a consistência do Case da Claro é que eles têm uma abrangência geográfica muito grande. Até então, só não operavam na Região Norte do Brasil, o que agora começa a ser realidade. A partir de agora, a Claro será uma empresa que terá atuação em todo o Brasil (mais de 40.000 colaboradores), um país de dimensões continentais, com diferentes perfis de colaboradores, dentre vários elementos que devem ser considerados para a implantação de projetos de e-learning. Portanto, todos esses fatores por si só já lançavam um desafio tremendo à equipe da Claro que conduziu o processo de implantação do e-learning na empresa.

E, na visão de Letícia, qual os principais pontos do sucesso do e-learning na Claro:

Em termos de conteúdo, ela diz que o conteúdo precisa ser relevante, ou seja, precisa de segmentação em termos dos diferentes públicos da empresa, necessita de aplicação prática, assim, o colaborador precisa ter efetividade na aplicação na realidade da empresa em em seu cotidiano e, por fim, jamais esquecer do alinhamento estratégico do e-learning com o negócio da empresa.

Em termos de formato, ela comenta que é preciso pensar em navegabilidade, na adequação da linguagem ao público-alvo, além de usar pouco texto, muita simulação, exemplos, cases, metáforas e games.

Enfim, uma empresa sólida com um projeto bem trabalho, com certeza maduro e que conta com 247 cursos online já publicados.Apresentação do Case da Claro - Letcia Serrão Chaves

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jun 27

e-Learning Brasil 2008 - Segundo dia

Dando continuidade à cobertura do e-Learning Brasil 2008, posso dizer que o momento alto do segundo dia foram os cases. Posso, de antemão, dizer que as empresas brasileiras estão, em geral, com cases muito bem implantados e com resultados interessantíssimos.

Já o ponto baixo diz respeito a um certo desvio de foco. Todos sabemos que e-learning traz à tona vários outros temas relevantes como liderença, gestão de talentos, entre outros. Porém, o e-learning no Brasil ainda tem muitas, mas muitas questões a serem discutidas com o objetivo de primeiramente, disseminar melhor o uso das tecnologias e ferramentas de educação a distância nas empresas fora do eixo Rio-SP e, segundo, refinar os projetos existentes, principalmente em termos de métricas e do uso de blended learning (no sentido mais amplo, com uso de portais de gestão do conhecimento, blogs, wikis, podcasts, videocasts, redes sociais).

No entanto, fazendo um balanço, pode-se dizer que encontramos um mercado com um cenário em processo firme de início de maturação. Resta-nos trabalhar para levantar a bandeira país afora, e a GSI Online, com o evento e-Learning SUL, faz sua parte em termos de contribuir para a disseminação e consolidação do e-learning no Brasil.Francisco Soeltl - CEO do e-Learning Brasil e da MicroPower

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jun 26

e-Learning Brasil 2008 - Primeiras impressões

Pessoal,

Acompanhei, hoje, dia 25/06, o primeiro dia do e-Learning Brasil 2008 e minha avaliação até agora é positiva.

Mas e quais as impressões em geral?

Ao meu ver, é um momento único no mercado brasileiro para conhecermos as empresas que estão investindo em e-learning, podendo compartilhar experiências de sucesso e insucesso. Realmente, muitas empresas com um excelente nível de maturidade em seus projetos, além de várias empresas ansiosas para começarem seus projetos. Enfim, isso mostra o início do processo de maturação do mercado brasileiro de e-learning.

E a programação?

O momento alto de hoje foi, sem dúvidas, capitaneado pelo trio internacional do evento, Elliot Masie, Marc Rosenberg e Eric Shepard, todos do primeiro escalão do e-learning mundial, sempre visionários e com um raciocínio extremamente inteligente da situação do e-learning no mundo e suas perspectivas.

Falaram sobre coisas óbvias mas nem sempre atendidas como atentar para as diferenças culturais, trabalhar endomarketing, entre outros.

Mas a grande contribuição deles veio com o que virá pela frente. Redes Sociais integradas aos ambientes de aprendizagem, wikis, podcast, videocast, tudo integrado e trabalhado de forma colaborativa, criando um verdadeiro ambiente de suporte ao desempenho.

Enfim, recém estamos começando a vislumbrar os potenciais da tecnologia para o aprendizado.Videoconferência com Elliot Masie

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