dez 30

Universidade Sadia - um case de sucesso

Pessoal,

Após algum tempo, volto a relatar alguns Cases aos quais assisti no evento Universidades Corporativas, promovido pela Corpbusiness. Assim, hoje falarei da Universidade Sadia.

Margaretg Chiaramelli - UniSadia

A palestra da Universidade Corporativa Sadia foi ministrada pela sua Reitora, Margareth Chiaramelli, uma pessoa que mostra facilmente que tem vasto conhecimento acerca do que está falando.

Apesar das dificuldades relatadas, é evidente que a Universidade Sadia vem se mostrando como uma genuína Universidade Corporativa, promovendo educação corporativa para colaboradores, além de oportunidades de educação para a comunidade no entorno de suas fábricas. Há, também, iniciativas na busca de intensificar atividades de extensão da UniSadia nas comunidades onde a Sadia está inserida. Por fim, aos poucos, mesmo que timidamente, já se busca agregar aos quadros da empresa com Doutores, a fim de prover a empresa com alto expertise técnico que pode vir a ser disseminado por toda a organização.

Mas e como surgiu a UniSadia? Com base em que pressupostos?

Como 99% dos embriões de Universidades Corporativas, a Universidade Sadia nasceu fundamentada na necessidade de manter competitiva a empresa frente a um novo cenário, onde o capital intelectual (ativo intangível) e não mais os ativos tangíveis, é o verdadeiro diferencial das organizações.

Assim, além de todo o suporte ao treinamento presencial, a empresa precisava criar uma estrutura que permitisse atender de forma eficiente a todas a suas unidades no país. Mais uma vez, quem surge então? Claro que o e-learning.

Ou seja, mais uma vez, uma empresa que tem uma vasta dispersão geográfica mostrou que, nessas circustâncias, não existe outra alternativa a não ser agregar ao portifólio de soluções de treinamento, o e-learning.

Sadia - Dispersão Geográfica

Assim, para atender quase 61.000 colaboradores, criou-se um projeto ousado dentro dos moldes dos melhores exemplos do mercado. E a missão da Universidade exemplifica claramente o que falamos há pouco: “Capacitar as pessoas para atingir metas, contribuindo para o aumento da competitividade da empresa”. Claramente, é uma missão contextualizada às necessidades da empresa.

Abaixo, podemos visualizar as principais justificativas para a existência da Universidade Sadia como sistema educacional corporativo consolidado.

Foi bastante marcante na fala de Margareth que há um criterioso planejamento em torno do que se torna prioridade para a Universidade, que sofre influência direta da Presidência. Mas e o que isso quer dizer?

É o tão famoso alinhamento estratégico. Se a Diretoria da empresa tem todo um planejamento e estratégias em torno de um determinado mercado, portifólio de produtos, inovações, etc, não adianta desenvolver uma estratégia de educação corporativa que não esteja convergente dentro de um pensamento único dentro da organização. É por isso que muitas vezes, ao se reavaliar projetos de e-learning ou ainda mais amplos como esse, de uma universidade corporativa, ocorre insatisfação com o retorno gerado ao negócio. Abaixo, podemos visualizar como a Sadia faz esse alinhamento:

Portanto, não basta identificar que é imperativo iniciar investir de forma mais eficiente em treinamento, mas sim, alinhar todas essas iniciativas ao plano estratégico da organização.

 

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dez 6

Previsões para o mercado de EaD de 2009

Pessoal,

O post abaixo é do nosso amigo Allan Brito, do Colaborativo.org. Muito interessante para compararmos a realidade brasileira com a americana.

Um dos autores que acompanho quando o assunto é EAD ou e-learning se chama Tony Karrer, pela sua participação em projetos e iniciativas relacionadas a educação apoiada por internet. No início desse ano, ele publicou no seu blog um artigo com algumas previsões para o mercado de EAD em 2008, e como estamos chegando ao final do ano, gostaria de fazer alguns comentários sobre o que realmente se confirmou, e quais dessas previsões de aplicam ao mercado educacional em 2009. O artigo original com as previsões pode ser consultado nesse link, que leva para o seu blog.

No total foram 10 previsões que abrangem desde a gestão de cursos na internet, como a produção de conteúdos para esse tipo de curso.

Second Life

O mercado brasileiro de EAD tem algumas particularidades e diferenças abissais, em relação ao que os americanos fazem. Uma das principais diferenças é a maior disseminação da cultura relacionada ao uso da internet. Lá o acesso é barato e fácil, aqui no Brasil os computadores estão se popularizando apenas nos últimos anos.

Podemos começar com a parte relacionada com produção de conteúdo, que no caso dele se aplica mais ao mercado americano. Não farei análises detalhadas sobre tudo, mas dos pontos mais importantes.

Produção de conteúdo

Na previsão ele comenta que softwares de autoria multimídia iriam dominar o mercado. Não posso falar sobre os conteúdos das universidades americanas, mas o mercado brasileiro ainda deve ficar concentrado em conteúdo textual em 2009. Como o acesso a internet ainda é caro, e a alta velocidade de conexão é elitizada, as universidades e faculdades ainda precisam investir apenas em material baseado em texto.

LMS

Cada vez será maior a necessidade de sistemas LMS em instituições de ensino. Mas, esse mercado está sofrendo uma revolução, em que os sistemas LMS estão migrando para um modelo parecido com uma rede social. Aqui no Brasil, com a maioria das instituições aprendendo a usar ainda um LMS, como o Moodle, essa migração será mais demorada. Um aspecto positivo de uma rede social para educação, com portfólios e outros recursos é a chamada gestão de talentos. Em que a instituição pode identificar e selecionar os alunos com melhor desempenho.

Salas de aula virtuais no Second Life

Depois de uma euforia inicial, o uso do Second Life como ferramenta educacional está minguando. No início do ano, muita coisa se comentava da revolução que seria o uso dessa ferramenta, e muitas instituições gastaram um bom dinheiro, comprando uma ilha lá. O resultado? O próprio uso do sistema está em declínio. O seu uso educacional ainda é fantástico, mas com nichos específicos.

No próximo artigo, continuo falando sobre outras áreas como o mobile learning e o design instrucional, e suas respectivas previsões para 2009.

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nov 27

Evento Universidades Corporativas - Corpbusiness

Pessoal,

Escrevo diretamente do Evento Universidades Corporativas, organizado pela Corpbusiness. Evento esse que se coloca no contexto da necessidade imperativa da Educação Corporativa alinhada ao negócio das empresas.

Mas e qual o motivo de se associar o e-Learning diretamente com o termo Universidade Corporativa, tema este, muitas vezes, usado de forma descriteriosa?

Pelo fato de que as empresas que pensam na estruturação de uma Universidade Corporativa, quase sempre têm necessidades de otimização dos investimentos, além de várias outras características (dispersão geográfica, grande número de pessoas, necessidade de agilidade para entrega de treinamentos, carência de líderes) que rapidamente se pensa em e-Learning.

Pois bem, o evento tem palestras bem interessantes. Até às 10h30, tivemos uma apresentação do Diretor da ABED, Marcos Resende (Diretor também da WebAula), falando sobre a situação da Educação a Distância e dois Cases: um da Ernst & Young University e outro da UNIMETRO. Ambos muito interessantes, mostrando como a necessidade de desenvolver e reter talentos são uns dos maiores desafios das organizações. Mais detalhes sobre ambas as palestras nos próximos dias.

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nov 17

Jogos Educativos ainda são pouco utilizados

Uma recente pesquisa sobre a importância dos jogos educativos aplicados ao e-Learning no Brasil acaba de surpreender o mercado. Isso porque o recurso ainda é muito pouco utilizado no País. O estudo, divulgado pelo portal e-Learning Brasil, revela que 67% dos pesquisados nunca utilizaram games nos cursos realizados a distância.

A opinião dos especialistas é unânime: a utilização dos jogos educativos só oferece benefícios à aprendizagem. Aliás, a melhora do desempenho na realização das tarefas baseadas nestes recursos foi apontada por 93% dos entrevistados. “A utilização dos jogos promove a interatividade e colabora com a fixação de conceitos importantes, especialmente, pela linguagem de fácil entendimento”, esclarece Marco Antonio Silva, tutor de cursos a distância do Senac São Paulo.

Mas, como diz o ditado, o que é bom custa caro. Segundo Nivea Maseri de Moraes, coordenadora pedagógica dos cursos corporativos do Senac São Paulo, o principal motivo pela fraca utilização de jogos é o custo elevado. “O desenvolvimento de games com fins pedagógicos não é nada simples e envolve muitos profissionais, entre programadores e especialistas em educação”, completa.

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out 29

Jogos de Negócios (Business Games)

Lendo o Blog ResultsON, vi um post interessante sobre um assunto que acredito que irá crescer muito: jogos de negócios ou business games. Eles podem ser usados tanto para atrair jovens ao mundo dos negócios quanto para estimular a aprendizagem através do lúdico com resultados impressionantes. Esses simuladores corporativos, tema já comentado no ResultsON (post) são uma espécie de The Sims, onde em vez de salvar o mundo ou se tornar um rockstar, sua missão principal é fechar o ano no azul. Aí vão três deles bem bacanas.

Industry Masters - O mais legal desse game é a característica multiplayer, que permite competir com jogadores reais, de vários lugares do mundo. Os gráficos também são bem feitos, mas é necesário uma certa familiaridade (e paciência) para lidar com planilhas de investimento e tabelas de fluxo de caixa.

JA Titan - Tem uma história futurista meio bizarra. Aqui você é o dono de uma startup pra lá do ano 2300,disputando um lugar na concorrida indústria de geradores de holgrama. Os gráficos em flash são meio toscos, mas a jogabilidade é rápida e simples. Para quem não está disposto a perder muito tempo na frente do computador

Starpeace Online - Achei esse o mais legal de todos. Tem uma plataforma bastante parecida com a do Sim City, com gráficos criativos. O objetivo do game é abrir uma empresa do zero, em um planeta distante, para dominar a indústria e povoar a nova Terra com suas fábricas e funcionários. Meio megalomaníaco, não? Mas qual empreendedor nunca achou que ia dominar o mundo?

E ainda temos um brasileiro bem interessante, chamado Ottomax. Vale a pena conferir. Parte do futuro do e-learning está aí.

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out 23

SICREDI é Top Ser Humano 2008

Pessoal,

Hoje compartilho com vocês uma reportagem a respeito do Case de e-Learning do SICREDI, Sistema Cooperativo de Crédito (um dos clientes da GSI Online), que recentemente foi premiado pela ABRH-RS

A reportagem saiu originalmente no Jornal do Commércio de Porto Alegre.

O Sicredi conquistou o prêmio Top Ser Humano 2008 - Categoria Empresa, promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS), com case de educação à distância pela internet: o SICREDI @prende.

Já em sua 16ª edição, o prêmio reconhece organizações e profissionais que se destacam na valorização das pessoas. A cerimônia de premiação foi realizada no dia 01 de outubro, no Grêmio Náutico União, em Porto Alegre (RS).

Em apenas dois anos, a solução de e-learning adotada pelo SICREDI consolidou-se como importante instrumento para atender aos crescentes desafios de treinamento e de desenvolvimento na organização, conferindo agilidade, abrangência, economia e principalmente qualidade e padronização necessárias para o desenvolvimento profissional dos colaboradores.

Desde a implementação do SICREDI @prende, foram realizados 76 treinamentos em diferentes áreas que contribuíram para o aperfeiçoamento de um contingente de mais de dez mil colaboradores dispersos em dez estados brasileiros.

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out 5

Recomendação de leitura: Mapas mentais e sua elaboração

Pessoal,

Abaixo compartilho um post do amigo do Colaborativo.org, Allan Brito, sobre Mapas Mentais, um assunto muitíssimo interessante para educação com um todo, mais ainda em educação a distância (e-learning).

De vez em quando falo aqui no blog dos mapas mentais e como eles me ajudam na organização de conteúdos educacionais e no planejamento, de alguns projetos. Tudo o que sei sobre esses mapas mentais, aprendi com pesquisas na internet e analisando outros mapas mentais, produzidos por outras pessoas. Pouco tempo depois que comecei a usar essa incrível técnica de estudo e planejamento, descobri que o autor do conceito por trás dos mapas mentais, Tony Buzan tinha um livro explicando todo o processo.

No mês passado, encontrei o livro para venda pela internet e resolvi comprá-lo para tentar aprender um pouco mais sobre o funcionamento dos mapas mentais e desenvolver melhor os materiais educacionais, em que estou constantemente envolvido.

Livro - Mapas Mentais

Na última semana recebi o livro e em pouco mais de dois dias consegui terminar a leitura. Como sei que muitas pessoas podem ter interesse em saber mais sobre o assunto, resolve escrever uma pequena análise sobre ele.

O livro se chama Mapas Mentais e sua elaboração, que é um ótimo guia para as pessoas que não conhecem os mapas mentais e querem ser apresentados ao seu conceito e funcionamento.

Uma coisa que me chamou a atenção no livro, foi a motivação do autor em estudar e elaborar esse sistema; seus problemas de aprendizado na infância. Isso me chamou a atenção! O motivo é obvio para quem trabalha com educação; a maioria dos professores precisa lidar com graves problemas de aprendizado hoje, em instituições e cursos de todos os níveis. Até mesmo professores de nível universitário, precisam enfrentar problemas de aprendizagem e de interpretação de texto.

Livro - Mapas Mentais

O uso dos mapas mentais como técnica para o aprendizado usa um dos aspectos mais fortes da nossa sociedade, para ajudar na memorização, que é a imagem. Claro que isso não resolve todos os problemas, como a interpretação de texto e ortografia dos alunos, mas serve como incentivo para que eles tenham maior dedicação aos estudos.

O livro é curto, barato e muito bem ilustrado! Como já estamos chegando ao final de mais um ano, esse item muito provavelmente será parte da minha lista de presentes, para todas as pedagogas que trabalham aqui na faculdade. Acredito que o conhecimento desse tipo de técnica é fundamental para todos que trabalham com educação, ou mesmo para quem quiser potencializar o aprendizado, em qualquer nível e assunto.

Popularidade: 65% Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor - GSI Online.
out 3

Consolidação do mercado de e-learning no exterior

O rebuliço anda quente no mercado de e-learning no exterior. Duas empresas anunciaram fatos extremamente relevantes ao mercado.  A britânica Futuremedia, que tem em seu portifólio empresas como Unilever e Virgin Atlantic Airlines, anunciou a venda de sua divisão de e-learning para o Edvantage Group que tem clientes mundiais como Yara e Siemens. Isso mostra a velocidade e intensidade de consolidação do mercado, que está num nível de maturidade muito a frente do Brasil e toda a América Latina.

O outro movimento do mercado aconteceu na Ásia, onde a NetDimensions (empresa britânica, também), comprou 25% da Peak Pacific, uma das empresas pioneiras em e-learning na região. Assim, a empresa estende sua atuação mais fortemente para o mercado asiático para solidificar uma carteira de clientes do porte de Citibank e Lenovo.

É o mercado mundial de e-learning mostrando o que podemos ver no Brasil e na América Latina em alguns anos.

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set 29

A revolução da colaboração online

A reportagem da Revista Exame do dia 24/09 (reportagem aqui) é a síntese do que podemos ver pela frente num horizonte de 5 a 10 anos ou menos, haja vista a evolução da internet e das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação).

Fundamentada no Case da Cisco Systems, do lendário John Chambers, que outrora já havia profetizado acerca de outras tecnologias. É famosa a frase do CEO e presidente de que a próxima grande aplicação para a internet será a educação. “A educação na internet será tão importante que fará o uso do e-mail parecer um erro de cálculo”, profetizou ele anos atrás numa palestra. Internamente, o entusiasmo de Chambers se traduz numa estrutura de treinamento gigantesca, capaz de atingir 100% dos seus trabalhadores. “O e-learning é usado até na integração dos novos funcionários”, afirmou Maurício Russo, outrora gerente de desenvolvimento de soluções da Cisco do Brasil.

Tom Kelly, na época vice-presidente mundial de treinamento da Cisco, resumiu de forma brilhante o descompasso entre as necessidades das corporações e o treinamento tradicional numa entrevista à revista Fast Company. “Se é necessário ensinar 100 pessoas sobre um assunto, é possível treinar 25 pessoas numa sala de aula de cada vez e repetir o curso quatro vezes. Mas se você precisa treinar 3000 pessoas a cada sessenta dias sobre um novo produto, uma nova tecnologia ou um novo mercado, não há como a sala de aula funcionar.”

Constatação como essa levou a Cisco a investir pesado em e-learning, tanto como usuária quanto como fornecedora de soluções e incentivadora. Entretanto a Cisco vem profetizando, principalmente através do seu lendário CEO, uma nova revolução. A empresa que nos primeiros meses do ano 2000, em meio a centenas de ponto-com que surgiam diariamente, conseguiu traduzir em números concretos tudo o que a internet poderia render em negócios. Não se tratava de nenhuma start-up com planos revolucionários sobre o mundo online ou algum site de comércio eletrônico que crescera vertiginosamente na onda da bolha. O exemplo veio de uma empresa de infra-estrutura de redes. No fim do pregão de 24 de março, uma sexta-feira, a Cisco Systems, fabricante de equipamentos de telecomunicações, comemorava uma façanha: havia desbancado a Microsoft como companhia mais valiosa do mundo, chegando a um valor de mercado de 555 bilhões de dólares. O que chamava a atenção na ocasião, além das cifras, era a forma como a empresa tinha chegado até elas. A Cisco quase quintuplicou de tamanho entre os anos de 1996 e 2000. Passou de 4 bilhões para mais de 18 bilhões de dólares de faturamento, apresentando a si mesma como caso de sucesso da revolução digital. Foi uma das pioneiras na adoção da intranet, ferramenta que reduziu em 50% o número de funcionários de recursos humanos, e também encabeçou a migração das relações entre empresas para o mundo online para cortar custos e ganhar agilidade. As experiências da Cisco foram fonte de inspiração para todo e qualquer tipo de negócio e fizeram disparar as vendas de roteadores e switches, fundamentais para a conexão à internet.

E, então, desfez-se a bolha. A Cisco e todo o setor de tecnologia caíram na real na mesma velocidade vertiginosa com que chegaram ao topo.

Agora, quase uma década depois, a tal revolução que a empresa vem profetizando é a revolução da colaboração online como ferramenta estratégica para o sucesso das empresas desse novo milênio. “Estamos falando de comunidades”, disse a EXAME John Chambers, presidente da Cisco. “Elas surgiram com as comunidades virtuais freqüentadas especialmente pelos jovens.”

Dentre as novidades no dia-a-dia da Cisco que poderão ser vistas em outras empresas como alavancador da produtividade, podemos citar:

Integração online

Sistemas colaborativos apóiam a interação na Cisco. Conheça alguns deles

CISCOPEDIA
Enciclopédia virtual inspirada na Wikipedia, permite a seleção, a publicação e o cruzamento de textos e conteúdos relevantes aos projetos da empresa

CVISION
Ferramenta de publicação de vídeos, fotos e videoblogs, nos moldes do YouTube, pode ser usada para transmitir treinamentos, antes feitos presencialmente

WIKIS
Divididos por temas, servem de plataforma virtual de distribuição de tarefas e fórum de discussão para grupos de trabalho com membros em todo o mundo

Outras grandes corporações já caminham nessa direção, entre elas a gigante Procter & Gamble, que tem como meta ser a empresa mais colaborativa do mundo. Segundo Dave Ubachs, diretor de soluções de informação da Procter, o objetivo é fazer com que mais da metade das idéias de novos produtos venha de fora da empresa. Para isso, tecnologias colaborativas são fundamentais. Não apenas para receber contribuições de fora mas também para promover a troca interna de idéias, segundo Jeff DeGraff, professor de gestão da Universidade de Michigan. A aplicação corporativa das tecnologias de colaboração é um bom exemplo, especialmente porque teve inspiração em sistemas voltados para usuários finais, como MySpace e YouTube. “A incorporação das tecnologias da web 2.0 é apenas o primeiro passo nas companhias. A chave está em criar comunidades sustentáveis de praticantes”, afirma DeGraff. Em outras palavras: de nada adianta ter o software se as pessoas não o utilizarem.

O exemplo da Cisco mostra que a cultura da interação colaborativa já deixou de ser uma opção. Grupos interdisciplinares têm sido formados em várias regiões do mundo para discutir, via telepresença ou por wikis, questões de negócios e o papel da empresa perante a sociedade. À participação de cada diretor ou vice-presidente envolvido em tais projetos colaborativos será atribuída uma espécie de nota de avaliação, que tem impacto direto nos rendimentos variáveis. “Esse é um exemplo de como a colaboração poderá mudar os controles tradicionais e os modelos de remuneração das empresas”, diz Ripper.

Embora as tendências indiquem que a colaboração de fato deve crescer, a adoção desses sistemas não tem sido uniforme em todas as regiões do mundo. Companhias americanas e européias estão na dianteira de projetos de grande porte, como a Boeing, que utiliza wikis para o desenvolvimento de sua aeronave 7E7, e também a Siemens, que aposta na ferramenta para interagir com acadêmicos e fornecedores. O Brasil não deverá ver tão cedo projetos avançados nesse sentido, na avaliação da Cisco Brasil. Segundo o presidente da subsidiária local, o país tende a começar a adotar tecnologias que já existem no mercado há algum tempo, como a convergência das várias redes de comunicação — fixa, móvel e de dados — em um único sistema.

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set 5

Case HP Training Center

Há algum tempo tinha comentado que iria continuar com o relato de cases que assisti no e-Learning Brasil. Dessa forma, apesar da demora, volto aqui com o Case do Training Center da HP. A lendária empresa do Vale do Silício, que faturou mais de 100 bilhões de dólares em 2007, com uma estrutura de mais de 156.000 funcionários ao redor do mundo, tem um case bem interessante.

E quais foram os motivos do surgimento do HP Training Center?

Resumo alguns deles abaixo, citados por Sheila Oliveira, Gerente de Trade Marketing e Treinamento da HP Brasil:

• Para complementar os treinamentos presenciais, criando uma estratégia de Blended Learning;
• Para facilitar a aprendizagem de seus representantes de vendas no Brasil e na América Latina;
• Para promover a inter-relação entre a comunidade de representantes de vendas da HP;
• Para que os vendedores de soluções HP fiquem atualizados sobre os produtos e tecnologias HP no
menor tempo e custo;
• Para medir a eficiência e eficácia do programa de treinamento entre os usuários de variados perfis e
de todos os países da América Latina.

Assim, segundo Sheila, O HPTC (HP Training Center) surgiu com o objetivo principal de oferecer ferramentas úteis para o treinamento focado em vendas para os representantes de vendas da HP no Brasil e na América Latina.

Dado o contexto de cerca de 5.000 revendas/distribuidores, além de 3.000 pontos de venda no varejo, era necessária uma ferramenta para dar suporte de treinamento a toda essa rede, ou seja, a proporção da atuação da HP demandava urgentemente uma solução.

Assim, com a implementação do e-learning, a HP obteve os seguintes benefícios:

Benefícios para a HP
• Treinar um grande número vendedores de forma rápida, homogênea e efetiva;
• Facilitar e padronizar os processos de treinamentos;
• Reduzir os custos do treinamento presencial;
• Personalizar o conteúdo, os cursos, as promoções, os banners; por perfil, por cadeia de loja, por grupo,
etc;
• Gestão de treinamento: relatórios on-line para medir resultados continuamente.

E quais os resultados do HPTC colhidos até então?

As figuras abaixo, ilustram claramente o sucesso da iniciativa de e-learning da HP.

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