jul 17

O polêmico padrão SCORM

Hoje vou comentar a respeito de um dos assuntos mais delicados no mundo do e-learning. O polêmico padrão SCORM. Ele é o terror de qualquer fornecedor de conteúdo e-learning que pretenda colocá-lo na plataforma LMS alheia.

Mas o que é o SCORM?

SCORM quer dizer Sharable Content Object Reference Model (SCORM), uma coleção de padrões e especificações para e-learning baseado na web. A norma SCORM define comunicações entre o conteúdo do lado do cliente e um host/servidor chamado de ambiente de execução (comumente uma função de um LMS (Learning Management System - Sistema de Gerenciamento de Aprendizado). SCORM também se define como o conteúdo que pode ser compactado em um arquivo de transferência (ZIP).

O SCORM foi iniciativa da Secretaria de Defesa dos Estados Unidos, que foi uma das primeiras organizações a utilizar e-learning no formato clássico que conhecemos em ambiente internet. Tal iniciativa objetivava padronizar a disseminação de conteúdo e-learning, a fim de que os conteúdos se comunicassem perfeitamente em qualquer plataforma e-learning (LMS), mantendo registros de aprendizagem (tracking), disposição dos objetos de aprendizagem, entre outros.

Para tanto, criou-se a Advanced Distributed Learning (ADL), que é a entidade responsável pelas atualizações do padrão.

Abaixo, um resumo mais detalhado dos objetivos do SCORM:

  • Padronizar o modo como os conteúdos se relacionam com os sistemas que os suportam (sejam eles plataformas de e-learning ou repositórios de conteúdos);
  • Reutilizar os objetos de aprendizagem, permitindo ao autor do conteúdo utilizá-lo em contextos diferentes. Isto é, o mesmo conteúdo pode ser incorporado em vários contextos e ter várias utilizações (em diferentes disciplinas/módulos);
  • Flexibilizar a aprendizagem uma vez que podem ser construídos vários percursos de aprendizagem e estes disponibilizados a diferentes alunos;
  • Portabilidade/migração: ao permitir que os SCO’s (Sharable Content Objetcs ou os Objetos de Aprendizagem Compartilháveis) sejam independentes da plataforma de e-learning ou do repositório utilizados, os objetos de aprendizagem podem assim ser transportados entre ambientes de e-learning, os mais diversos possíveis.

Entretanto, por que os mais variados fornecedores de e-learning têm problemas ao compartilhar pacotes de conteúdo em SCORM ou mesmo para fazer suas plataformas LMS assimilarem adequadamente conteúdos SCORM de outros fornecedores?

A pergunta é polêmica, cheia de incertezas e com poucas respostas. Entretanto, nossa experiência no mercado de e-learning mostra que a versão do SCORM mais utilizada (1.2) parece muito complexa, possibilitando uma infinidade de parâmetros diferentes. Outro fato é a instabilidade de algumas plataformas e até mesmo do próprio padrão SCORM. Ok, muitas dúvidas, mas onde estão os caminhos para a solução desse problema?

Nós da GSI Online acreditamos que uma possível solução estaria na união dos profissionais, fornecedores e clientes (usuários) de e-learning em torno da criação de eventos, fóruns de discussão específicos para discussão do tema. Só assim, com os principais atores do mercado brasileiro de e-learning reunidos, daríamos o primeiro passo para um padrão SCORM confiável e que trouxesse mais vantagens e menos dor de cabeça para todos.

Alguns links para maiores informações sobre o padrão SCORM:

http://www.cinted.ufrgs.br/files/tutoriais/scorm/scorm.htm

http://imasters.uol.com.br/artigo/8924/elearning/o_que_e_o_scorm/

http://imasters.uol.com.br/artigo/9150/elearning/o_que_e_scorm_parte_02/

As páginas abaixo estão todas em língua inglesa:

Popularidade: 26% Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor - GSI Online.
abr 9

Programas Trainees e e-Learning - Como unir os dois?

O sonho de várias empresas há um tempo atrás era estruturar um Programa Trainee, tudo porque o mesmo teria um impacto enorme na atração e retenção de talentos e, conseqüentemente, reduziria o índice de rotatividade, o que sempre contribui para uma melhor gestão do conhecimento.

Pois bem, semana passada, a GSI Online “bateu o martelo” de um projeto com uma empresa gaúcha que pretende inovar nesse processo. Além de estar formatando o seu Programa Trainee que ambiciona abastecer a empresa de talentos no mesmo ritmo forte de crescimento que tem a empresa, a idéia é usar o LMS (Learning Management System) para integrar o processo de seleção dos trainees com todos os treinamentos necessários para a formação dos novos colaboradores, formando ao final de tudo uma Universidade Corporativa. 

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mar 27

LMSs sob fogo cruzado!!!

Lendo a crítica internacional sobre e-learning, principalmente Elliot Masie e suas iniciativas em questionar os atuais LMSs existentes no mercado frente aos desafios de aprendizagem colocados pelas empresas em todo o mundo.

E ele lista alguns dos questionamentos acerca dos LMSs:

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mar 3

Ciclo das plataformas LMS

Elliot Masie, dentro do seu Learning Consortium, faz pesquisas constantemente para identificar os anseios da comunidade de e-learning americana e mundial. Dessa forma, um desses questionamentos está em quanto tempo a empresa pensa em reavaliar a sua plataforma LMS. A maioria das empresas responde de 36 a 42 meses.

Isso mostra o quanto o mercado tem de ser ágil para implementar mudanças nas ferramentas LMS porque as organizações cada vez mais migram seus treinamentos presenciais para online, demandando inclusive algumas inovações na forma de desenvolvimento dos cursos.

Assim, a idéia de que o mercado está em processo de globalização, alta competitividade, de constante mudança, também vale para o mercado de e-learning, que precisa estar atento e focado nas inovações como forma de gerar evolução nas ferramentas, contribuindo, ao final, para um melhor processo de aprendizagem nas organizações.

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mar 3

LMS como serviço

Software como serviço é uma tendência e, dessa forma, os aplicativos LMS não poderiam ficar de fora.

Nos EUA e na Europa, isso já vem se concretizando e muitas empresas estão desistindo do modelo de licenças e cobrando apenas o uso da ferramenta. O cliente só paga o que usa e esse modelo parece que tem tido melhor retorno para ambos os lados.

 No Brasil, ainda vemos muitas empresas arraigadas ao modelo de licenças pelo fato de que, muitas vezes, a área de TI não pode ouvir falar em ver seus aplicativos rodando fora dos “muros” da empresa, o que torna a aplicação do modelo de serviço mais complicada.

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mar 3

Desenvolvimento de conteúdo pelo usuário

Dando continuidade aos 12 anseios em relação aos nossos LMSs de Elliot Masie, comento aqui o nono desejo: desenvolvimento de conteúdo pelo usuário.

Como já falado anteriormente, o ápice do desenvolvimento de uma organização em termos de iniciativas de e-learning está ligado aos próprios usuários gerarem conteúdo relevante entre eles, construindo o conhecimento coletivamente. Estamos longe disso nas empresas brasileiras? Sim, ainda há um bom caminho a percorrer. Vale a pena ficar atento para essa tendência, isso sim.

Entretanto, ficam algumas dúvidas sobre a operacionalização desse conteúdo na base de aprendizado. Como editar, criar tags e gerenciar todo esse conteúdo frente a outros conteúdos obrigatórios da trilha de aprendizagem do colaborador?

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fev 29

Foco nos papéis

A rotina das empresas está cada vez mais permeada de atividades baseadas em papéis ou, caminhando em direção a um sistema fundamentado em competências. A tão famosa gestão por competências terá um impacto gigantesco na forma como desenvolvemos nossos projetos de e-learning, permitindo alinhar melhor os objetivos de aprendizagem de acordo com os objetivos estratégicos da empresa.

Hoje em dia ainda estamos totalmente focados em plataformas que traçam a trilha de aprendizagem de acordo com o cargo/posição do colaborador e não nos papéis e processos que o mesmo desempenha.  A idéia é que no futuro, tenhamos um LMS que trace a trilha de aprendizagem com base no histórico de capacitação do colaborador, correlacionando com o papel e os processos atualmente designados ao colaborador.

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fev 28

Conhecimento Social

Elliot Masie diz que o ideal é que as plataformas LMS, no futuro, tenham integração com as redes sociais. Tudo isso para que o conhecimento mais relevante seja trocado diretamente, de pessoa para pessoa, dentro da organização.

Ou seja, de modo simples, isso propõe que as ferramentas de LMS propiciem essa integração nos projetos de e-learning, permitindo que, em empresas muito grandes, por exemplo, se um colaborador tem uma necessidade em relação ao conhecimento de algum mercado específico que a empresa esteja retomando e, que no passado, já foi trabalhado por algum outro colaborador que hoje em dia está em outra função, passe esse aprendizado diretamente para quem tem a necessidade atualmente.

Esse é o poder que as redes sociais, de cunho profissional, podem exercer sobre o processo de aprendizagem organizacional, contribuindo, inclusive, na gestão do conhecimento, tão essencial num mundo em processo de globalização e cada vez mais competitivo, o que não é mais novidade para ninguém!

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fev 28

Suporte ao Aprendizado

Para finalizar os posts sobre os anseios em relação aos LMSs feitos por Elliot Masie, farei posts subseqüentes.

O que podemos dizer é que realmente ainda estamos muito longe dessa situação “ideal” que Elliot vislumbra.

Masie fala, por exemplo, em relação ao suporte ao aprendizado, que seria muito falho ainda nas plataformas existentes, pelo fato delas serem ainda pouco “inteligentes” no sentido de que quando fazemo um curso online, o mesmo foi projetado numa análise das necessidades de treinamento e desenvolvimento que podem já não representar as necessidades atuais. Particularmente, ainda não vejo como as ferramentas poderiam chegar a esse nível, porque invariavelmente precisamos identificar uma necessidade, ou ao menos projetá-la, para depois poder desenvolver o conteúdo e disponibilizá-lo à base de treinandos. Mas enfim, todos sabemos o quanto evoluímos rapidamente nos últimos anos.

Dessa forma, o que pode ser utópico hoje, pode não ser mais amanhã.

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fev 26

Contexto

Dando continuidade aos principais anseios relacionados aos LMSs citados por Elliot Masie, vou comentar a questão do Contexto.

Masie comenta que o contexto é algo fundamental no processo de aprendizagem e que, portanto, deveríamos ter ferramentas capazes de potencializar a contextualização do aprendizado.

O contexto surge às vezes da experiência do colega com uma situação-problema semelhante ou mesmo do exemplo do tutor/professor. O que precisamos é criar mecanismos que facilitem essa questão. Somente a presença de Fóruns, Wikis, Chats e Blogs talvez não seja suficiente.

Na minha opinião, a questão não está nas funcionalidades e sim na gestão do projeto de e-learning que muitas vezes peca em não estimular o aprendizado de forma coletiva.

Qual empresa não gostaria de ver seus vendedores, por exemplo, aprendendo coletivamente com os acertos e erros de cada um? Pode parecer utopia para muitas empresas, mas algumas  já tem tornado concreto esse sonho.

Popularidade: 41% Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor - GSI Online.