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O papel do designer instrucional no e-learning

Pessoal,

Navegando pela web, encontrei um artigo publicado no Webinsider bem interessante sobre design instrucional, elemento esse, chave do sucesso dos conteúdos e-learning.

O papel do designer instrucional no e-learning

O design instrucional é a ligação entre a teoria de aprendizagem e a prática educacional e pedagógica. As teorias são a base, o designer instrucional o meio e a tecnologia funciona como suporte da prática.

Por Ricardo Carvalho

Empenhado e convicto de que a união da tecnologia com a educação só trará bons frutos para nossa sociedade, vejo na democratização da informação e da tecnologia um futuro de oportunidades iguais.

No artigo anterior, comentei sobre o educador no papel de roteirista e diretor criador do storyboard, nosso roteiro para cursos online. Conforme citei, quero apresentar o designer instrucional responsável pelo storyboard no e-learning.

Vamos considerar que o designer instrucional durante a criação do stroryboard tem o propósito de construir uma estrutura que fragmente o conteúdo em porções que possam ser transmitidas facilmente. Ou seja, aplicar didática.

Diferente do educar, o instruir permite o estudo com ou sem a presença do professor/orientador. Instrução é um processo de ensino/aprendizagem planejado para atingir objetivos específicos e pré-determinados. Instruir é mais do que informar; é orientar de forma que as necessidades do indivíduo sejam supridas, aplicar a prática e apresentar um retorno (feedback).

Vamos começar:

  • 1) Análise das necessidades, do suporte ou mídia (mp3, CD, internet) e definição do objetivo;
  • 2) Definição dos objetivos, seleção das estratégias e fixação do cronograma;
  • 3) Desenvolvimento, criação ou adaptação de material;
  • 4) Implementação e
  • 5) Avaliação sobre a eficiência. Esse passo pode ser responsável por melhorias e principalmente pela continuidade do trabalho.

Um pouco da história: por volta de 1890, Thorndike conduzia as primeiras investigações sobre o fenômeno da aprendizagem humana e durante seus estudos formulou a teoria Conexionista, segundo a qual a aprendizagem equivale ao estabelecimento de conexões entre estímulos e respostas.

Em 1950, Bloom formulou a Taxonomia, que influencia ainda mais o modelo atual de design instrucional, onde criou uma linguagem comum e padronizada para identificar e classificar as atividades educacionais. Os seis níveis definidos por Bloom estão divididos em abstratos (avaliação, síntese, análise) e concretos (aplicação, compreensão e aquisição de conhecimentos). Muito parecido com modelo que citei no inicio do artigo e válido na maioria das empresas.

Mas foi em 1965, que Robert Gagné publicou The Conditions of Learning, no qual descreveu cinco tipos de resultados de aprendizagem:

  • Informação verbal;
  • Habilidades intelectuais;
  • Habilidades psicomotoras;
  • Atitudes e estratégias cognitivas.

Para quem anotou esse nome, aqui estamos retomando sua importância e influência.

Gagné descreveu mais nove eventos:

  • 1) Estimular a atenção;
  • 2) Informar aos alunos os objetivos;
  • 3) Estimular a recuperação de pré-requisitos;
  • 4) Apresentar o material de estímulo;
  • 5) Proporcionar ajudas pedagógicas (guiar a aprendizagem);
  • 6) Elicitar a execução (fazer a aprendizagem acontecer);
  • 7) Propiciar retroalimentação informativa;
  • 8) Avaliar a execução e
  • 9) Promover a retenção e a transferência.

Devemos encarar esses parâmetros como metas em nosso storyboard.

O item sete conduziu Skinner, 1950 e 1960, dentro do movimento da instrução programada, a contribuir para a formulação e/ou renovação dos padrões inserindo o “feedback” imediato, o que fazemos hoje com programação no curso online.

O AIDA, de Advanced Instrucional Design Advisor, é patrocinado pela Força Aérea dos Estados Unidos, um dos principais usuários de treinamentos via computadores (ou CBT, de Computer Based Trainning) – do mundo.

As Forças Armadas do Brasil e órgãos do governo também utilizam CBTs. AIDA reúne uma equipe de especialistas nas áreas de psicologia cognitiva, inteligência artificial, sistemas de computadores e design instrucional, formada por Robert Gagné, Henry Hallf, David Merril, Robert Tennyson, Harry O’Neil, Martha Polson e Charles Reigeluth, entre outros. Os interessados aqui encontram nomes que reforçam as possibilidades e conhecimentos da área e podem comprovar a importância de um time multidisciplinar com um único propósito.

A justificativa para criar essa equipe foi automatizar o processo do design instrucional (já havia planos e métodos de ensino aplicados em mídia gráfica, radiofônica e televisiva), para torná-lo mais eficaz e aplicá-los nos CBTs (na época novos e sem referências). Anos depois notamos que pouca coisa mudou e os critérios definidos no passado aplicam-se tranqüilamente sem restrições, apenas devemos sempre colocar em contexto a nossa realidade.

O resultado foi o seguinte modelo criado pelo AIDA:

  • Informação sobre os alunos, o ambiente e as tarefas;
  • Informação quanto ao conteúdo;
  • Executivo AIDA;
  • Componente das estratégias;
  • Mecanismo de disponibilização e componente de avaliação.

A evolução desse modelo se dá na contextualização e na aplicação das estratégias e teorias instrucionais citadas também no artigo anterior.

O design instrucional é a ligação entre a teoria de aprendizagem e a prática educacional e pedagógica, o que conhecemos como didática e são equivalentes. As teorias são a base, o designer instrucional o meio e a tecnologia funciona como suporte da prática.

Ainda temos muito para conhecer e explorar. Por exemplo: algumas escolas possuem rádios internas. Alguém conhece um exemplo? Esse assunto merece atenção também.

Em nosso próximo encontro vamos comentar sobre tecnologias de apoio, ferramentas de autoria, dicas e mais orientações para por a mão na massa… [Webinsider]

Sobre o autor

Ricardo Alves de Carvalho (r.carvalho@uol.com.br) é designer, coordenador de desenvolvimento web, professor e especialista em ensino a distância.

Popularidade: 51% Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor - GSI Online.
ago 30

Benchmarking educacional

Pessoal,

Compartilho esse post interessante do Colaborativo.org:

A palavra Benchmarking é mais usada e conhecida na área de gestão de empresas, economia e marketing. Mas, o que é fazer Benchmarking? De maneira bem resumida, é o ato de estudar a maneira com que um concorrente oferece serviços, para que seja feito um comparativo, entre os serviços prestados pela própria empresa. Claro que a definição poderia apresentar mais explicações, mas para esse artigo é suficiente. Seria um tipo de espionagem? Sim, tem tudo haver com o ato de espionar, mas o propósito é nobre; melhorar os seus próprios serviços.

Na área de educação, em especial no trabalho de um designer instrucional, isso é muito importante. Quando um designer precisa montar um curso, seja o projeto pedagógico ou o material de apoio, sempre fica aquela dúvida sobre o quanto o material atende a demanda da instituição. Por isso, que conhecer o que as outras instituições fazem e oferecem é importante, despertar o senso crítico para perceber o que pode ser melhorado.

Para os alunos isso é muito bom, pois como consumidores de serviços educacionais, eles acabam sempre tendo projetos renovados e materiais educacionais cada vez mais aprimorados.

Teaching my first college class

Já que isso é importante, sempre aconselho as pessoas que pretendem trabalhar com design instrucional para fazer cursos em todas as áreas, se for gratuito melhor ainda. Até mesmo em instituições de ensino concorrentes.

Claro que isso tem custo, não são todas as instituições que têm condições financeiras de bancar um curso para uma pessoa, apenas para que ela conheça a metodologia de ensino. Para a maioria das pessoas e designers instrucionais, a melhor opção ainda é visitar cursos gratuitos.

Um dos melhores recursos, em relação a cursos gratuitos, que conheço é o Open Courseware do MIT. Esse é um sistema organizado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), que oferece conteúdo e cursos abertos na web.

A lista de cursos é enorme, veja alguns dos assuntos disponíveis:

Disciplinas para cursos de saúde

Medicina
Odontologia
Nutrição
Veterinária
Disciplinas para cursos de tecnologia e ciências humanas
Ecologia e sistemas sustentáveis
Artes
Comunicação visual
Ferramentas para ensino

Como você pode perceber pela lista de cursos envolvidos, o material é muito abrangente. Acretido que um designer instrucional, pode ficar dias, só consultado os materiais disponíveis nos cursos, que são todos projetados para funcionar de forma assíncrona. Tudo baseado em auto-estudo.

Cada curso apresenta slides em PowerPoint, textos ou vídeos. O material tem diferentes níveis de qualidade, desde o mais simples até o mais sofisticado. Fiquei curioso para consultar o material sobre cursos de medicina e odontologia, que dificilmente recebem esse tipo de tratamento, baseado em tecnologia aqui no Brasil.

Na verdade é apenas uma questão de cultura, será que um estudante de medicina não poderia se beneficiar de animações 3d e material multimídia, como esse coração virtual?

É só questão de cultura.

Fica a dica para consultar o material no OpenCourseWare.

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ago 5

Ensino a distância é tendência na educação empresarial

Ensino a distância é tendência na educação empresarial

IT Careers - Convergência Digital
:: Da redação :: 17/07/2008 Segundo dados do AbraEAD (Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta a Distância) a tendência para o ano de 2008 é que as empresas invistam 56% a mais nos treinamentos a distância do que no ano passado.

Silvia Patriani, diretora da Patriani, empresa especializada em eventos e educação corporativos, explica que ao optar por esse método de treinamento as empresas se beneficiem por seus baixos custos, facilidade ao acesso das informações e um retorno dos investimentos (ROI) em curto prazo de tempo. Além dessas vantagens, Silvia ressalta que a grande abrangência desse modelo é o seu diferencial. “Quando se escolhe as webpalestras, as empresas podem oferecer um mesmo conteúdo ao maior número possível de funcionários, de acordo com suas necessidades”, afirma Silvia. “Além disso, ao contrário do que acontece em palestras comuns, quando cada participante paga uma taxa individual, nas webpalestras o preço da transmissão é único, não importando o número de expectadores”, diz a especialista.

Esse sistema ainda possibilita a integração dos públicos com os palestrantes. Isso acontece já que, simultaneamente às palestras, os expectadores podem enviar perguntas e sugestões de assuntos ligados ao tema principal para serem debatidos durante a apresentação. Além disso, participam de enquetes, nas quais podem expressar sua opinião sobre os temas abordados na palestra. “O grande diferencial das webpalestras é a possibilidade de interatividade que a Internet oferece. Nos eventos presenciais é grande o número de pessoas que voltam pra casa com muitas dúvidas sobre seus negócios, pois os palestrantes não conseguem atender a todos individualmente” afirma Sílvia. “No caso das palestras virtuais, os participantes enviam suas perguntas têm suas dúvidas esclarecidas ao vivo, ou seja, simultaneamente à apresentação. Por isso, o especialista responde às questões de todos, atuando como um consultor pessoal”, destaca a diretora da Patriani.

O ensino a distância já é utilizado com freqüência pelas universidades e colégios do Brasil e espera-se que esse sistema apresente um crescimento constante de 40% ao ano até 2010. Por meio dos avanços tecnológicos, o ensino a distancia tem se mostrado muito eficiente quando o palestrante não pode comparecer a determinados locais. Pessoas de diferentes cidades podem compartilhar de uma mesma palestra sem que ninguém se desloque, por exemplo. “Conseguimos democratizar a informação, levando um evento para inúmeras pessoas que talvez não tivessem condições de viajar, seja por conta das questões financeiras ou por conta da disponibilidade de tempo” , diz Silvia.

Os dados gerais do AbraEAD indicam que há no Brasil mais de dois milhões de usuários dos métodos da educação a distância, seja em cursos formais de educação básica, especialização e graduação, seja em cursos de formação continuada das empresas e de formação técnica.

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abr 22

e-Learning - Quais são os fatores críticos de sucesso?

Quando nos perguntamos quais são os fatores críticos de sucesso para qualquer iniciativa em nossas vidas, devemos lembrar que, por mais próximo que venhamos a chegar desses fatores, sempre teremos um viés, poderemos estar generalizando questões acerca de uma população (estatisticamente falando) sem os devidos cuidados, poderemos estar analisando uma determinada situação com especificidades de difícil replicação ou mesmo estarmos projetando uma situação “ideal”, de difícil tangibilização.

Clique aqui para ler o artigo completo »

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